Fósseis de 100 milhões de anos descobertos no interior do Ceará inspiraram o desenho da coleção de sandálias feitas de pneu reciclado. Ainda na linha do apelo ecológico, um tênis de garrafas pet, com forro de bambu e detalhes de fibra de bananeira.
“Para cada pneu reciclado nós conseguimos produzir e colocar de volta para uso pessoal em torno de seis pares de calçados”, diz Ariano Novaes, gerente de produto.
Apostando no conforto, uma empresa desenvolveu um “truque” para as crianças não andarem mais de sapato apertado: a palmilha indica para os pais a hora de trocar o sapato por um maior.
Na primavera e no verão, a indústria propõe aos homens sapatos claros e leves, inclusive um que pesa apenas 160 gramas.
Para vender mais, o investimento é pesado. Para quatro dias de feira, um estande que imita uma floresta custou a uma das empresas participantes R$ 300 mil.
De acordo com a Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac), a expectativa é que o setor fature 8% a mais entre julho e dezembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. “É um fetiche. E naquilo que se gosta com certeza o consumidor consome e gasta”, afirma Abdala Jamil, presidente da Francal.
O setor espera também aumentar o faturamento com as exportações este ano, uma vez que os compradores admitem que o calçado brasileiro é melhor do que o chinês, por exemplo. Para ganhar mercado no exterior, uma empresa gaúcha patrocina times de handebol na Croácia e de hóquei na Finlândia.
Fonte: globo.com/noticias

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