Arquivo para Outubro, 2009

“Segunda mão” está na moda

Grifes européias aderem ao conceito de sustentabilidade e abrem as primeiras lojas onde se pode vender e comprar peças usadas da própria marca. O cliente economiza e sai com a consciência limpa. É vida nova para a roupa velha. No Brasil, essa moda ainda não pegou, mas os brechós virtuais se alastram

O imediatismo e as mudanças rápidas estão cada vez mais freqüentes no mundo da moda. Em poucas semanas há uma nova coleção nas prateleiras: a cliente nem curtiu ainda a compra do mês passado e já há mais novidades para consumir. Mas essa característica passageira e descartável é custosa não só para o consumidor, como também para o meio ambiente.

Um exemplo disso é a quantidade de roupas descartadas nos Estados Unidos, sem dúvida nenhuma, um dos países mais consumistas do mundo. Segundo dados da EPA Agência de Proteção ao Meio Ambiente, só em 2007, foram jogadas fora quase 7 mil toneladas de roupas e sapatos. Na década de 80, eram pouco mais de 2 mil toneladas. Do que é descartado atualmente, apenas cerca de 15% é recuperado para reciclagem. Ainda em 2007, os americanos colocaram no lixo 900 mil toneladas de toalhas, lençóis e fronhas.

A indústria têxtil é considerada uma das maiores economias do mundo, dada sua intensa atividade. Usa, como matérias-primas básicas, fibras naturais (lã, seda, linho, algodão) e artificiais (acrílico, poliamida, poliester, elastano, lycra). As últimas, feitas de petroquímicos, são mais baratas e práticas. Mas, infelizmente, mais poluentes durante o processo de produção e, também, porque levam anos para serem recicladas (o nylon, por exemplo, precisa de 30 a 40 anos para se decompor).

Um estudo da Universidade de Bangalore, na Índia, acompanhou todos os processos de produção de uma roupa e mostrou como ele é poluente tanto para o ar como para a água. As etapas de tingimento e impressão utilizam muita água e químicos e emitem uma enorme quantidade de agentes voláteis na atmosfera, particularmente tóxicos para nossa saúde.

Gradualmente, nos últimos anos, a indústria têxtil tem investido em pesquisas para diminuir o impacto ambiental de sua produção e também encontrar novas soluções, como o uso de tecidos e fibras que durem por um tempo maior e sejam produzidas de forma mais natural.

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO
Mas não basta a indústria investir em novos padrões, se o varejo e o consumidor final também não estiverem antenados com a necessidade de mudança. Tecidos, como o algodão biológico, por exemplo, ainda custam caro, se comparados às matérias-primas tradicionais.

Mas é da Suécia o exemplo que pode minimizar a culpa do mundo fashion. Várias marcas decidiram abrir lojas de segunda mão – Second Hand Stores. A marca de sportswear Filippa K  inaugurou a sua, em Estocolmo, no ano passado. Nela, o cliente pode vender peças de coleções antigas (que obviamente são avaliadas e tem o preço estipulado pela loja) ou, então, levar uma roupa da marca – usada ou muitas vezes, quase nova – para casa. “Foi muito legal abrir uma loja com essa proposta. Ficamos orgulhosos de poder trabalhar com sustentabilidade de uma nova maneira”, afirma Filippa Knutsson, fundadora e sócia da marca. A reação dos clientes tem sido muito positiva. “Eles veem a loja como um lugar onde se pode tomar decisões conscientes tanto ambiental como economicamente”.

 

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Filippa Knutsson, fundadora e sócia da Filippa K, gosta da ideia de trabalhar com sustentabilidade de uma nova forma, através de seu negócio

E não é de agora que a Filippa K se envolve com questões ambientais. Apóia várias ações do WWF-World Wildlife Fund e tem um código de conduta bastante rígido com fornecedores com base em direitos humanos. Além disso, produz coleções contemporâneas e com qualidade para durar com o passar do tempo. Agora, com a Second Hand, o objetivo é lembrar que antigo não é necessariamente fora de moda. A grife, que tem lojas em várias cidades da Europa, Estados Unidos, Rússia, Japão e Austrália, não descarta a possibilidade de abrir outra Second Hand Store no futuro.
A também sueca Boomerang, que tem outras filiais na Escandinávia (Finlândia, Noruega e Dinamarca), sempre investiu na chamada moda Preppy, menos esportiva que a americana e menos formal que a britânica. São roupas casuais, confortáveis, modernas, mas duráveis. E foi com base no comportamento, ou melhor, no tempo de vida das roupas infantis que a marca apostou na venda das roupas usadas. “As crianças crescem tão rápido que, muitas vezes, as roupas perdidas ainda estão praticamente novas. Com a nova loja, a nossa roupa ainda tem muito mais vida pela frente”, diz Catti Unenge, diretora criativa da Boomerang.

O cliente da grife pode levar as peças antigas até a loja e ganhar um desconto de 10% na próxima compra ou, então, doar esse valor para instituições de caridade. A roupa usada é lavada, reformada (se necessário) e vendida como second hand. A iniciativa fez tanto sucesso que a Boomerang decidiu ampliar a novidade para toda a linha, não somente a infantil. Roupas masculinas e femininas usadas também podem ser “devolvidas” nas lojas. “Futuramente queremos ter um espaço para roupas usadas em todas as nossas lojas”, revela Catti.

As peças entregues na Boomerang, mas que não estão mais em condições para serem reutilizadas não vão para o lixo. São reaproveitadas como matéria-prima em artigos para casa e decoração, como colchas, tapetes e toalhinhas de mesa e cozinha.

Reciclagem também é a palavra-chave na Acne Studios. O projeto chamado Acne Archive (Arquivo da Acne) transforma peças de antigas coleções, usadas em desfiles ou showrooms ou, ainda, algumas que nem chegaram nas lojas. Todas são vendidas a preços mais baixos. Na abertura da loja em Estocolmo, havia fila de clientes esperando para garimpar algum achado da marca. Para o diretor criativo da Acne Studios, Jonny Johansson, “é maravilhoso saber que essas peças estão ganhando vida nova”.

BRECHÓS VIRTUAIS
Infelizmente, parece que a onda das lojas de marca que vendem peças de segunda mão se restringe à Suécia. No resto do mundo, ainda proliferam-se as lojas multimarcas ou os outlets, que vendem por preço mais barato roupas ou produtos de coleções passadas das grandes grifes. Mas tudo novo, sem uso.
Fora isso, uma febre está tomando conta da internet: os brechós online. A maioria deles, sem dúvida nenhuma, é liderada por pessoas que querem ganhar algum dinheiro vendendo roupas antigas ou se desfazer do velho guarda-roupa para ir às compras novamente.

 

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Com o blog “O que é meu pode ser seu”, a carioca Fernanda Vieira vende não só suas roupas usadas, como também da avó, mãe, irmã e amigas

Mas, no meio desse gigante mundo virtual, há também gente preocupada com a questão do consumo excessivo. A médica carioca Fernanda Vieira, de 26 anos, decidiu criar o site  ”O que é meu pode ser seu”

no ano passado. Estava sem receber salário há três meses e o dinheiro das vendas ajudava um pouco no orçamento. Com o tempo, as coisas melhoraram e o brechó virou um hobbie.
Além das roupas da própria Fernanda, doações da mãe, da avó, da irmã e das amigas aparecem na vitrine da loja virtual. “Uma das coisas mais maravilhosas dos brechós é que, quando se compra roupa usada, não se está pagando por uma nova confecção, que requer nova matéria-prima e mais impacto no meio ambiente. O que fazemos é dar longa vida ao que já foi produzido, poupando um pouquinho o ecossistema”, comenta Fernanda.

O blog “Enjoei” foi criado em abril deste ano e já tem cerca de 2.500 acessos diários. Ideia de um grupo de amigos, tem layout produzido e texto divertido, bem-humorado. Vende e compra roupas e sapatos. Com o crescimento do site, a equipe já pensa em abrir um espaço – que chamará “Quero doar” – para dar dicas aos clientes que queiram repassar suas peças antigas para instituições de caridade. Esta é a hora e a vez das roupas usadas!

 

 

Por: Suzana Camargo, da Suiça – Edição: Mônica Nunes  para o site Planeta Sustentável

 

 

 

 

Aposte no coral entre os tons para o verão

O verão nas coleções brasileiras e americanas será bem colorido, segundo os desfiles da última temporada. Em Milão, algumas cores também desfilaram, e em Paris, tons mais vivos são exceção. Mas o coral aparece em coleções de todas as capitais, confirmando-se como uma das tonalidades mais importantes do verão 2010. “É a grande tendência da próxima temporada do Hemisfério Norte. Por aqui já dá sinais, e será mais forte ainda na próxima estação”, disse o stylist Rodrigo Grunfeld.

Carolina Herrera, Donna Karan, Oscar de La Renta são alguns que apostam em peças no tom, que também aparece nas coleções das marcas brasileiras Osklen, Iódice, Gloria Coelho, Carlos Miele, entre outras.

“Estamos sob grande influência marinha, de onde criadores se inspiram para trazer as belezas das profundezas do mar para a moda”, afirmou Rodrigo. “Além do coral, também aparecem paetês que remetem a escamas, nervuras e barbatanas nos tecidos, em alusão às peles dos peixes”, completou ele que é o editor de moda da revista Vanity Fair Italiana, no Brasil.

O tom que fica entre o rosa e o vermelho permite combinações diversas. “Acho que é forte e marcante e que se tem a liberdade de usá-lo como quiser. Coral e cinza é o que há de mais sofisticado” diz o profissional que ainda enumera outras misturas preferidas: com azul-marinho, com branco e com preto.

 

Carlos Miele investiu na cor em sua última coleção apresentada em Nova York

 

 

Fonte: www.terra.com.br/moda

 

 

 

 

 

 

 

Reduzir, reutilizar, reciclar

Uma pessoa produz 1,5 kg de lixo por dia. Para baixar esse índice, reduza, reutilize e recicle.

Embalagens, copinhos de café, sacolas plásticas e restos de alimento são apenas parte dos rastros que deixamos para trás todos os dias. O peso, para o qual ainda estamos longe de encontrar a solução definitiva, recai sobre o planeta: cada pessoa produz em média 1,5 kg de resíduos por dia. Essa engrenagem é,parcialmente, movida pelo desejo. Compramos, consumimos e descartamos em ritmo frenético.

A dica, portanto, é dar preferência a produtos de vida longa, um dos princípios do ecodesign. A prática dos três Rs – reduzir a quantidade de resíduos, reutilizar materiais e reciclar por meio da coleta seletiva – é a melhor maneira de diminuir o impactodo seu lixo na natureza.

E OS ORGÂNICOS?
Restos de comida, folhas e podas de jardim. Nas cidades, o lixo orgânico representa até 60% do total de resíduos. Esse número reflete um desperdício: no Brasil, um terço dos alimentos vai para o lixo. Planejar as compras e aproveitar sobras em sopas, bolinhos e geleias são bons caminhos para combatê-lo.

Trituradores de lixo não são recomendados, pois obstruem a rede de esgotos, aumentam a carga orgânica e contribuem para a poluição da água nas cidades onde o esgoto não é tratado. Sem falar no aumento no consumo de energia. Prefira a compostagem (transformação do lixo orgânico em adubo), que pode ser adotada até em apartamentos.

 

Plástico, papel, metal e vidro entram na lista dos recicláveis. Em casa não é preciso colocar cada grupo em um cesto, basta separá-los do lixo orgânico. Remova restos de comida, procure compactar as embalagens e evite quebrar os vidros.

 

 

 

 

Matéria do site Planeta Sustentável (www.planetasustentavel.abril.com.br)

 

 

 

Aprenda a escolher o sutiã ideal para seu corpo

Comprar lingerie é tarefa tão importante quanto escolher a roupa certa para seu tipo de corpo. Uma peça apertada e desconfortável pode até arruinar o look. E é o que acontece com frequência segundo a marca de lingerie Liz, que desde 2007 realiza o projeto Fit Sense – que acontece neste mês em São Paulo.
 

Trata-se de uma consultoria de tamanhos corretos de sutiã e que já analisou o biótipo de mais de 9 mil mulheres em todo o país. “Mais de 80% das mulheres usam peças inadequadas”, disse Ligia Buonamici Costa, diretora de marketing e de desenvolvimento de produtos da empresa paulista.

O principal erro está em verificar se a peça serviu apenas no seio, sem levar em consideração a medida das costas. “A brasileira em geral tem as costas mais estreitas do que os seios”, afirmou Ligia. Veja os principais erros cometidos pelas mulheres ao escolher um sutiã e as dicas da especialista para acertar na compra.

Verificar apenas se o bojo serviu
Problema: Em geral, o sutiã acaba ficando largo nas costas e perde sustentação. Como a mulher se sente sem apoio, acaba transferindo a sustentação para os ombros, pois encurta as alças. Aí, o sutiã sobe nas costas e perde sua função em até 90%, além do que os seios podem escapar por baixo.
Solução: O sutiã deve ficar perfeito no bojo e também na largura das costas, nem solto nem apertado demais. Para garantir que irá comprar as peças certas, não há outra solução que não experimentar.

Comprar sutiã com bojo menor do que os seios
Problema: Segundo Ligia, é uma falsa crença que assim dará mais sustentação. “Atrapalha no visual, pois aperta o seio, ele pode sair por cima ou até pelas axilas, eliminando a elegância. Uma lingerie errada realça gordura nas costas, deixa o bojo marcado”, afirmou.
Solução: Compre sutiã com bojo adequado ao seu tamanhos de seios.

Não escolher o estilo correto para seu tipo de seio
Problema: Além do tamanho, a modelagem, o tipo de tecido, a localização do enchimento, tudo interfere no resultado. Segundo Ligia, são mais de 70 tipos de seios, como espalhado, junto, volumoso, pequeno, separado… “Se a mulher já tem o seio junto e compra um modelo push-up fica com aquele colo tipo bundinha que não é nada elegante.”
Solução: Procurar lojas nas quais as vendedoras possam auxiliar na compra do modelo mais adequado.

Não levar em consideração as mudanças do corpo
Problema: “As pessoas engordam, emagrecem, acontecem mudanças com o passar do tempo, como gravidez. É preciso procurar os modelos ideais de lingerie a cada fase do corpo”, disse Ligia.
Solução: Assim como compramos roupas adequadas a mudanças do corpo, o mesmo deveria ser feito com a lingerie.

 

Por: Michelle Achkar/Redação Terra

 

 

 

 

Minis, shorts e vestidos são destaque na Semana de Moda de Paris

 Desfiles do mais alto nível, como o de Karl Lagerfeld, Ungaro fizeram hoje vibrar o universo da moda em Paris.


Para o lançamento das coleções Prêt-à-Porter para a primavera-verão 2010 a escolhida da Ungaro foi a modista espanhola Estrella Archs e a atriz e cantora americana Lindsay Lohan.


Morena e usando um vestido preto, a diretora artística da empresa saiu para receber os aplausos do público ao fim do desfile.


De mãos dadas com a nova conselheira artística da Ungaro, Lindsay Lohan, que vestia branco.


As duas estavam com os longos cabelos soltos levemente ondulados, em contraste com os rabos de cavalo das manequins.


A combinação de minis com sapatos de salto alto estavam em perfeita harmonia com a coleção que acabavam de apresentar, juvenil, audaz, composta de minissaias, minivestidos, miniboleros, sempre sobre saltos.


Rosas, fúcsias, azuis, turquesas, brancos e pretos, os conjuntos Arch-Ungaro-Lohan foram antes de tudo monocolores ou bicolores, com alguns raros impressos rajados e com corações.


O coração estará bem presente na futura primavera-verão Ungaro.


Mais matinal, Kar Lagerfeld abriu o desfile com uma coleção inspirada nos jardins das Tullerías, em um protesto contra o uso de pele e os massacres de animais indefesos.


Na coleção shorts, largos e estruturados, e as minis, além de minivestidos brancos, pretos e cinzas.


Com o genial septuagenário Karl Lagerfeld o verão 2010 ganhará tons metálicos transformando vestidos – sempre curtos – em joias prateadas.

 

Por EFE/G1.com

 

 

 

 

A nova moda

Saiba como fazer escolhas conscientes: descubra maneiras de reaproveitar suas roupas e cubra-se de atitude

 

Estilistas, fashionistas e especialistas de todo o globo apontam a última tendência da moda: a ausência de tendências. É que não houve nenhuma época como esta, onde você tem tudo-ao-mesmo-tempo-agora no quesito estilo de roupas – basta sair nas ruas para comprovar. Modelitos de outras épocas misturam-se a novos tecidos, cortes, modismos. Estabelecer um padrão virou demodê. Mesmo que a cada temporada algumas peças fiquem em evidência, o mercado do vestuário, em constante renovação, faz com que seja impossível seguir modelos como antigamente. Mais do que nunca, a moda é uma forma de expressão individual. E a indústria fashion, que dita os costumes, começa a buscar refências naquilo que as pessoas comuns estão usando. Não é para menos que o blog de moda mais cool do momento é o do publicitário americano Scott Schuman. Ele trabalhou por 15 anos com moda e percebeu um descompasso entre o que vendia e o que as pessoas usavam na vida real. Passou a fotografar o que americanos, italianos e franceses vestem no dia-a-dia, deixando as fotos comentadas em seu blog. “Vejo pessoas nas ruas com estilo próprio e acho mais inspiradores e interessantes que os modelos dos desfiles”, diz ele, que mantém o blog “The Sartorialist” na rede. Se dentro da gama do que é oferecido nas lojas você faz um recorte e escolhe aquilo que o representa, a moda ganha um sentido maior. “O estilo é uma escolha pessoal. A moda passa. O estilo permanece”, afirma Glória Kalil em seu livro “Chic – Um Guia Básico de Moda e Estilo”. A consultora de moda diz que estilo é aquilo que respeita sua personalidade. É o seu modo de dizer ao mundo “eu sou singular”, mesmo quando a roupa é necessária para mostrar que você faz parte de um grupo. E diz mais: quem tem estilo adota uma atitude sustentável, porque faz escolhas de forma consciente e não se deixa virar escravo da moda. Parece brincadeira de criança: as opções são muitas, mas é você quem faz a sua moda. Divirta-se!

 

 

Por Márcia Bindo para Planeta Sustentável
Revista Vida Simples - 08/2007