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Ecobags viram acessório para compor visual descolado
Bolsa deixou de ser usada apenas para compras de supermercado.
Mulheres já adotaram modelos para ir ao trabalho e às universidades
Criadas como alternativa às sacolinhas plásticas de supermercado, as ecobags têm conquistado as mulheres pelo país. Modelos diferenciados passam a ser item obrigatório para compor um visual descontraído. Dessa forma, as ecobags têm tudo para continuar em alta nas próximas estações.
“Acho que esse produto já pegou e não vai ser um simples modismo. Acredito que o acessório deve virar um clássico”, afirma Paulo Raic, que integra a equipe de estilo da Patachou.
De acordo com Raic, as ecobags não são usadas exclusivamente para fazer compras e já começam a ser inseridas no cotidiano, para ir ao trabalho ou mesmo para sair durante o dia.
A marca Ecobag.com.br, fabricante especializada na venda desse tipo de produto, iniciou a comercialização em julho do ano passado e nota que o mercado está aquecido. “Vendemos aproximadamente 5.000 unidades por mês”, afirma Renata Soares, sócia-proprietária da empresa.
De acordo com Renata, os modelos conquistam os jovens para ir às universidades e peças mais descoladas devem, em breve, chegar às baladas.
De acordo com Elaine Lopes Mota, coordenadora de produtos da Hering, a ecobag da marca foi lançada há três meses. “O produto tem base em algodão cru. No entanto, acho que as pessoas ainda não estão conscientes de que é importante usar bolsas com esse tipo de conceito ecologicamente correto”, afirma.
A marca deve lançar ainda um produto diferenciado para a coleção verão. “Será uma bolsa flex, que pode ser adaptada em três tamanhos. Será uma versão mais arrumadinha, que a pessoa vai gostar mais para usar no dia-a-dia”, diz Elaine.


MODA E ECOLOGIA JUNTOS, LANÇANDO ROUPAS CONSCIENTES
Tendência lá fora, principalmente nos países da Europa, agora a moda e o meio ambiente caminham de mãos dadas -e muito felizes, por sinal – também na América Latina. Cada vez mais o respeito pelo meio ambiente torna-se algo essencial para qualquer ser humano que se julga “bom”. E, mais do que na hora, antes mesmo de evitar o caos e um impacto ecológico de força maior – visto que a ação do homem até agora apenas acelerou o processo de destruição do meio ambiente – a moda resolveu agir para combater essa situação.
Na Itália, por exemplo, roupas feitas com fibras naturais e materiais reciclados ganham terreno na grife Giorgio Armani e ajudam a propagar essa tendência “ecofashion”. A estilista Stella MacCartney é outra que tem na consciência ecológica um dos pontos fortes de suas coleções. Tecidos naturais e orgânicos, linhas totalmente ecológicas e por aí vai.
A utilização de fibras e tintas naturais e a reciclagem de roupas e objetos usados constituem, portanto, a base da moda ecológica, que agora tem como hit a confecção de roupas orgânicas, ou seja, aquelas que não levam tecidos em cuja produção são usados produtos químicos, nem fertilizantes, nem pesticidas.
Apesar de tudo, a moda em alguns países como os Estados Unidos e a Alemanha ainda enfrenta obstáculos para se tornar, digamos, mais consciente e preocupada com as questões ambientais. Isso porque é difícil e um tanto quanto arriscado mexer em um mercado que gera quase US$ 70 milhões ao ano.
Na Itália, onde tudo já está mais avançado, podemos ver a produção de jeans “ecologicamente corretos”, feitos com algodão orgânico. Outras grifes famosas internacionais vendidas na Itália, com Levi Strauss, Gap, Nike ou Marks & Spencer, também ajudam a construir um guarda roupa ecológico com peças especiais como ponchos feitos com fibra de soja, trajes elaborados com embalagens de ovos ou calças fabricadas a partir de algas. Alternativo, não?
Alguns estudiosos da moda afirmam que essa tendência ecológica já esteve em alta nos anos 80, mas fazia um estilo mais “pobre” ou “hippie”. Hoje em dia, esse conceito cai por água abaixo e, a “ecomoda” ressurge como algo totalmente repaginado, moderno, cult, correto e fashion, acima de tudo, com exibições nas maiores capitais da moda -Londres, Nova York e Milão, além de Brasil.
Por que a necessidade de conscientizar a moda?
Parece brincadeira ou invenção maluca dos fashionistas, mas não é. Pare e pense um pouco. Do que são feitas a maioria das nossas roupas? Sim, de algodão. Ele é o carro-chefe dos materiais usados na indústria têxtil. Porém, segundo a Organização Mundial da Saúde, atualmente existem no mundo entre 500 mil e dois milhões de vítimas de intoxicações agroquímicas, sendo que um terço delas é de cultivadores de algodão.
A moda ecológica, portanto, repudia os tecidos que levaram em sua produção algum tipo de material ou produto químico, o que evitaria, portanto, essas intoxicações agroquímicas.
Outro ponto em questão é sobre a reciclagem, vista pela “ecomoda” como proteção ao meio ambiente e também como promoção da economia nas grandes empresas e recuperação dos materiais nos países em desenvolvimento. Em Milão, por exemplo, o Instituto Europeu de Desenho reutiliza materiais e consegue inovar e criar saias de peças de aço, vestidos de fio elétrico ou de papel de embalagem, e calças de metal de bicicleta.
Aqui no Brasil…
Recentemente, a moda ecológica aqui no Brasil invadiu as passarelas desse São Paulo Fashion Week. No desfile do ilustre Alexandre Herchcovitch, o látex extraído por seringueiros na Amazônia foi o destaque. O material foi desenvolvido pela Universidade de Brasília com o apoio do Ibama. O projeto envolve a extração responsável do látex, ou seja, sem danos árvore e à natureza e estimulando o trabalho em família, preocupando-se também com a questão social. Fause Haten, Reinaldo Lourenço e Glória Coelho também seguiram a linha “ecofashion” e, em parcerias do bem, também criaram tecidos ambientalmente responsáveis.
O que já existe por aí?
A moda ecológica, além de criativa, também é muito rápida. Se procurar direito, você já vai poder encontrar calçados e artigos de vestuário, bolsas, malas e mochilas e até bijuterias e acessórios confeccionados com “consciência”.
Vale a pena ressaltar que o preço das peças não costuma ser barato, visto que a linha de produção passa, então, a ser mais artesanal, cuidadosa e também mais estudada. As peças ecológicas, portanto, possuem um valor agregado, que é justamente a valorização do conceito ambiental.
É aquela história: o preço é alto, mas pelo menos você não está pagando o dono da agência de publicidade, nem o diretor de criação da marca e muito menos o cachê da celebridade que aparece na campanha. Desse jeito dá até orgulho estar na moda, não?
O meio ambiente agradece seu gosto pelo fashion!
Fonte: http://cristianaarcangeli.terra.com.br/site/moda.
Grife cria calcinha ecologicamente correta
A marca de lingerie Hope lançou uma linha que segue o conceito do “ecologicamente correto”. A Hope Green apresenta calcinhas feitas a partir de algodão originado do plantio sustentável.
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| A calcinha ‘verde’ contribui para a preservação do ambiente |
Hope Green
Preços: Fio dental, R$ 24,90. Tanga, R$ 26,90
www.hopelingerie.com.br
A Moda Verde
Por: Almira Martins
Especialista em Cultura de Moda – Universidade Anhembi Morumbi/SP
O Verde é a cor da moda. Assim como ele, também estão na ordem do dia, os azuis dos mares e rios, os marrons e beges dos sítios arqueológicos e a cartela multicolorida encontrada apenas na natureza preservada.
Para reafirmar a importância da “moda verde”, Nova York acolheu o Fórum de Desenvolvimento Sustentável 2007, promovido por um grupo de empresários brasileiros, em final de abril. O desafio continua em encontrar soluções que alinhem as expectativas humanas à preservação ambiental. O discurso é antigo, porém requer atitudes concretas para surtir efeitos positivos. Como não poderia deixar de ser, o Brasil e sobretudo a Amazônia, são pontos chaves para tais avanços. A exploração racional da floresta, a implantação de programas que privilegiem os eco-combustíveis e geração de energia limpa, são questões complexas, porém primordiais a um futuro seguro.
“Eco-qualquer-coisa”, desenvolvimento sustentável, cotas de carbono e afins, serve de mote para muitos encontros, palestras e discursos em prol de um planeta saudável e, sobretudo, viável. O importante é entender, no entanto, que apenas ações efetivas serão capazes de mudar paradigmas já estabelecidos. Não adianta se dizer adepto da ecologia e desperdiçar água e energia elétrica, jogar lixo na via pública, ou utilizar meios de transporte de forma irracional. Ser “verde” é uma questão de atitude.
É notório que a Moda é uma das molas propulsoras de desenvolvimento e gera mudanças de comportamento no sujeito. Questões relativas ao consumo, porém, são bastante complexas, pois passam por estudos de mercados, identidades culturais e tantos outros pontos-chave próprios da contemporaneidade. No entanto é evidente que uma tendência de comportamento vem se firmando neste século: a Moda Verde. A indústria mostra sérias preocupações em desenvolver produtos sustentáveis que respeitem o homem e o planeta. As empresas de tecido e cosmético, prioritariamente, focam seu objetivo em um mercado consciente que tende a crescer e dominar as preferências do “consumidor XXI”, por uma simples questão de sobrevivência. É claro que utilizam o eco-marketing de forma eficientíssima em busca de expansão de seus lucros, porém são atores importantes para a construção de uma nova cultura material.
Os tecidos em fibras de bambu, são um claro exemplo de produto eco-sustentável. Espalham-se pelo mundo como uma alternativa aos sintéticos. Confortáveis, versáteis e ambientalmente corretos, fazem a festa de fashion designers e consumidores “verdes”. Lançado em fevereiro de 2006, no evento mais importante para a indústria da moda, o Première Vision/ Paris, o Tessu Bamboo, é proveniente de matéria prima renovável, que não carece de pesticidas e, conseqüentemente, não danifica a natureza. Leve, confortável, versátil e com custos fabris equivalentes aos do algodão, é uma alternativa aos que querem abandonar os sintéticos derivados de petróleo em favor de opções que valorizam e protegem o planeta. Não apenas o bambu, mas uma gama de matérias primas orgânicas já fazem parte do cenário fashion desfilando em bolsas, calçados, acessórios, decoração e indústria automobilística. Os consumidores mais bem informados e realmente comprometidos com as causas ambientais, preferem lonas aos plásticos, gemas orgânicas a metais, salvar o planeta a destruí-lo.
A Amazônia, celeiro de tantos bens materiais e imaterias. Fonte de inspiração e prospecção para os mundos da arte e da ciência, urge tornar-se partícipe deste movimento que está nas questões centrais dos interesses da humanidade. No entanto, a efetivação da sustentabilidade ambiental passa necessariamente por investimentos em educação e pesquisas, que venham ao encontro às aspirações do amazônida.
Por fim, a idéia de consumo-consciente pode até demorar um pouco a “virar moda” e dominar todas as classes sociais, porém a tendência é irreversível, uma vez que mercados importantes como China e Europa já movimentam muitos bilhões de dólares e euros com as fibras bio-degradáveis.
Enquanto a Superterra ainda estiver a 20 anos-luz daqui, é melhor cuidarmos desta Terra que nos foi dada de presente, mas que no entanto, não estamos sabendo valorizar.
Feira em Londres reúne moda ecologicamente correta
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Estilistas de peso como Christian Lacroix defendem algodão orgânico |
Em sua quarta edição, a Esthetica reúne marcas com preocupações éticas e ecológicas, como por exemplo, estilistas que usam materiais reciclados, fibras orgânicas e cultivadas de forma sustentável ou que produzem suas coleções garantindo condições justas a trabalhadores e fornecedores.
As questões ligadas à pegada ecológica deixada pela indústria da moda nunca estiveram mais em debate na Grã-Bretanha.
Durante os últimos anos, as britânicas aproveitaram as coleções com preços extremamente baixos lançadas por supermercados e cadeias de lojas populares e tendências foram lançadas e saíram de moda em tempo recorde, criando o fenômeno batizado de “moda descartável”.
Mas as revistas especializadas, que há alguns anos celebravam os preços baixos, agora prevêem o retorno de um consumismo mais consciente das implicações ecológicas e sociais de roupas produzidas principalmente no sudeste asiático sob condições nem sempre éticas.
Marcas estabelecidas
Dentro desse clima, a quarta edição da Esthetica é a maior já realizada, com 27 marcas, entre elas as já estabelecidas Noir, Katharine Hamnett e People Tree.
O fato de a feira acontecer dentro da sede da Semana de Moda de Londres – por onde passam algumas das editoras de moda mais influentes do planeta – mostra que a moda ética já deixou para trás o estereótipo de peças feitas de tecidos grosseiros, que pinicam.
As marcas expostas na Esthetica combinam entre si diferentes tipos de tecidos, técnicas avançadas de produção e uma variada amostra de estilos.
Uma das atrações é a marca de tênis Veja, uma empresa francesa que usa materiais brasileiros.
Os sapatos são produzidos em Porto Alegre usando algodão orgânico produzido em pequenas cooperativas no Ceará. A borracha para os solados vem de seringueiros da região amazônica.
“Além de ajudar a comunidade, esta é uma forma de evitar o desmatamento, já que o fornecimento do látex para nossos sapatos representa uma forma alternativa de renda para os seringueiros da região”, disse à BBC Brasil Aurélie Dumont, coordenadora de comunicação da Veja.
Segundo ela, a empresa decidiu manter toda a sua linha de produção no Brasil por causa da enorme riqueza de recursos naturais do país, e também para evitar o transporte desnecessário de matéria-prima de um continente para o outro.
Preocupações sociais
Além das preocupações ecológicas, algumas marcas que expõe na Esthetica também trabalham para melhorar as condições sociais de comunidades pobres.
Um exemplo de sucesso é a Nahui Ollin, uma marca que produz bolsas feitas de papel de bala reciclado e conta com centenas de pontos de venda espalhados pelo mundo. As bolsas são produzidas há três anos nos arredores da Cidade do México, usando técnicas mexicanas.
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Bolsas usam embalagens de bala recicladas |
“Nós treinamos mulheres de oito comunidades para que utilizem essas técnicas, e elas usam embalagens de bala com defeitos, fornecidas pelas fábricas, que seriam jogadas no lixo”, diz o vice-presidente da marca, Danny Bitran.
A Esthetica também reflete o fato de que a questão ambiental está extrapolando o universo das organizações não-governamentais, e angariando apoio dos grandes nomes do mundo da moda.
É o caso da campanha “Escolha seu Algodão com Cuidado”, que conta com um estande na feira.
Para a campanha, organizada pela Fundação para Justiça Ambiental, estilistas de peso como Christian Lacroix, Luella Bartley e Betty Jackson criaram camisetas exclusivas, que foram então fotografadas em modelos conhecidas como Irina Lazareanmu, Coco Rocha e a brasileira Caroline Trentini



