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Feira Internacional de Negócios do Artesanato começa nesta sexta-feira (18)
Será realizada em Brasília, entre os dias 18 e 27 de abril, a Feira Internacional de Negócios do Artesanato (FINNAR). Participarão do evento mais de trezentos expositores de 28 países dos cinco continentes, entre os quais Austrália, Chile, Itália, Marrocos e Japão – os cem anos de início da imigração japonesa serão celebrados no evento com a apresentação de danças tradicionais. As cinco regiões do Brasil também estarão representadas na Feira, por expositores de 22 estados.
Diariamente serão realizadas no espaço da Feira performances itinerantes de maracatu, frevo, mamulengo e outras danças e manifestações culturais típicas. Além disso, no palco haverá exibições de danças diversas, tais como zouk e danças de origem indígena.
O público poderá participar gratuitamente, ao longo dos dez dias de evento, de oficinas do SEBRAE, 100 Dimensão, SENAC – Entre outras, Oficinas de produtos artesanais: velas, bijouterias com jornal, origami, arte em pedras, papel, brinquedos etc. Haverá ainda um mini-curso de culinária sustentável e desfiles com roupas recicladas.
Ingressos a R$ 10,00, com 50% de desconto para quem levar duas garrafas pet de dois litros. As emissões de carbono relativas à realização do evento estão sendo neutralizadas pelo plantio de árvores nativas do cerrado.
SERVIÇO
Período: 18 a 27 de abril
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Horários: De terça a quinta-feira, das 15h00 às 22h00. Sábados, domingos e no feriado de 21 de abril, das 11h00 às 22h00. Somente no 1º. Dia, sexta (18), abertura às 18h.
Ingressos a R$ 10, com 50% de desconto para quem levar duas garrafas pet de dois litros.
Endereço na internet: http://www.finnar.com.br
A biju veste você
Uma regra básica de moda deveria ser esta: não importa o que se veste; jamais se deve esquecer os acessórios. Além de contribuir para um visual mais bonito, os acessórios podem definir e revelar um estilo. E entre tantas coisas que caem bem com um figurino, as bijuterias têm o poder de realçar a marca pessoal de quem as usa.
O melhor é que não há ditadura para a escolha da peça certa. Vale apostar, por exemplo, na geometria dos círculos em pingentes, nas peças oversize – são a bola da vez –, como o colar compridão de elos retangulares com pingente gigante de cristal. Outras escolhas certeiras são as bijus produzidas com elementos naturais, como pedras, muranos e capim-dourado.
A consultora de moda e estilo, Cristina Morais, ressalta que toda mulher deve investir em bons acessórios. “A biju valoriza a roupa e transforma um look básico em um visual especial”, ressalta. O segredo, segundo ela, é saber escolher. Mas há pelo menos uma recomendação: material plástico só pode ser usado por mulheres de até 25 anos. Após essa idade, são autorizadas apenas as pedras, cerâmicas, madeiras, resinas.
De acordo com Cristina, o colar, por exemplo, tem que ter peso (tamanho e proporcionalidade). “No geral, a escolha deve ser feita segundo o estilo de cada um. Existem pessoas que carregam bem uma biju grande; outras combinam com peças pequenas. O ideal é ter bom senso”, diz.
A consultora alerta que não se deve utilizar bijuterias de materiais diferentes em uma mesma composição. “Não se mistura, por exemplo, um colar de contas com brinco de strass. É um ou outro”, orienta. Segundo ela, ainda é necessário observar o horário de uso para escolher determinada peça. Enquanto um colar de pérolas fica superbonito sobre uma camiseta branca, não se deve abusar do brilho durante o dia, explica. “Um brinquinho de strass é até permitido. Mas a regra de que até as 18h não se toma uísque, também é válida para as bijus com muito brilho”, compara.
Inspiração que vem da natureza
Pedras e sementes brasileiras, murano e cristal são materiais usados na confecção de algumas peças. Pelas mãos da psicóloga Ana Cristina Rizzo, sementes de açaí, pau-brasil e gergelim, além de madeira e capim-dourado, transformam-se em colares, brincos e pulseiras que incrementam qualquer visual, do descolado ao tradicional.
“Faço pesquisa para saber a tendência e depois crio e produzo peças exclusivas”, diz ela, que trabalha há sete anos com bijuterias. Sua produção média é de 700 peças por mês.
“Também observo o que meus clientes gostam. Vejo que a preferência recai sobre as peças produzidas com sementes e pedras, principalmente, quando o destino delas é o Exterior”, afirma. Para ampliar os conhecimentos sobre o trabalho que desenvolve, Ana Cristina também cursa algumas matérias no curso de Artes Plásticas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Produção em larga escala não é a proposta de Daina Harpek. A artesã confecciona poucas peças justamente para que a cliente possa identificar o seu estilo. “Apesar de estudar a tendência, ao escolher o colar ou a pulseira, a cliente revela o seu gosto pessoal. Um tecido transforma uma pulseira comum em algo especial”, diz a artesã, que também trabalha com tear.
A bijuteria, segundo ela, complementa o traje. “Se você escolher um colar com argolas encapadas com linha dourada, por exemplo, a mesma roupa que usou durante o dia, vai tranqüilamente para uma festa. As mulheres que ainda não despertaram para isso não sabem o que estão perdendo. A biju veste você”, completa.
Os colares com pingentes em cristais de vidro tcheco estão entre as preferências femininas, observa a artesã Yrê Vasconcelos. “Os pingentes são grandes, no formato pontiagudo ou gota, e atende ao gosto de qualquer mulher. As mais discretas escolhem vidro transparente e as mais ousadas, os coloridos”, diferencia. “Virou febre”.
História
As bijuterias surgiram em 1929, durante a grande depressão norte-americana, como alternativa à jóia. Logo conquistou seu espaço graças à versatilidade e à variedade dos materiais trabalhados que, não impondo limites à criatividade, adaptavam-se à moda e às tendências. A criação das peças é considerada um ramo da ourivesaria, que trabalha com ligas de metais que imitam o ouro e a prata, e com pedras semipreciosas ou similares de gemas (vidro, plástico etc.).
Idade pesa na escolha
Ao escolher uma biju, afirma a consultora de moda, Cristina Morais, deve-se observar se está de acordo com a idade, o tipo físico e o horário em que será usada. Quem tem pescoço curto não deve colocar gargantilha. Da mesma forma, dedos grossos exigem cuidado na escolha de anéis.
Por: Rose Guglielminetti / Revista Metrópole
