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Moda Ecológica

Sustentabilidade ambiental, aquecimento global e escassez de recursos naturais são assuntos que não saem dos noticiários de TV e dos jornais. Programas de reciclagem de lixo e reflorestamento de florestas nativas por parte de empresas ecologicamente responsáveis são ações que incentivam os cidadãos a fazerem sua parte. O mundo da moda entrou na onda e desde 2004 investe em tecidos orgânicos e materiais naturais para confecção de bolsas e tênis. e água mineral, se tornam matéria-prima para a confecção de roupas ‘verdes’ descoladas e naturais. Pneus se tornam sandálias e chinelos extremamente confortáveis e duráveis.

A partir de algodão orgânico, ou seja, material extraído de plantas cultivadas sem o uso de agrotóxicos e outros fertilizantes artificiais, é possível fazer blusas, calças e bolsas de tecido natural, fácil de ser reciclado.

Campanhas de ONGs pedem que se use menos sacolas plásticas quando for ao supermercado: basta comprar bolsas de lona ou tecido, que podem ser reaproveitadas. Percebendo esse nicho de mercado, as grandes grifes lançaram modelos bonitos e charmosos de bolsas ecológicas.

As garrafas pet, usadas para armazenamento de refrigerantes, sucos

 

 

Por:  Isabelle Lindote/para o site Bem Leve

 

 

 

 

Grife cria calcinha ecologicamente correta

A marca de lingerie Hope lançou uma linha que segue o conceito do “ecologicamente correto”. A Hope Green apresenta calcinhas feitas a partir de algodão originado do plantio sustentável.

A calcinha ‘verde’ contribui para a preservação do ambiente

As peças surgem em dois modelos: fio dental e tanga. Ambos recebem acabamento em renda e podem ser encontrados em sete cores como preto, branco, vinho e verde.O material, além de não irritar a pele, é de secagem rápida e facilita a transpiração.

Serviço:
Hope Green
Preços: Fio dental, R$ 24,90. Tanga, R$ 26,90
www.hopelingerie.com.br 

 

 

Feira em Londres reúne moda ecologicamente correta

Enquanto modelos desfilam as roupas predominantemente das coleções Outono/Inverno 2008 na Semana de Moda de Londres, é o verde que domina a Esthetica, a feira de moda ética que acompanha o evento principal.
Camiseta de Christian Lacroix

Estilistas de peso como Christian Lacroix defendem algodão orgânico

Em sua quarta edição, a Esthetica reúne marcas com preocupações éticas e ecológicas, como por exemplo, estilistas que usam materiais reciclados, fibras orgânicas e cultivadas de forma sustentável ou que produzem suas coleções garantindo condições justas a trabalhadores e fornecedores.

As questões ligadas à pegada ecológica deixada pela indústria da moda nunca estiveram mais em debate na Grã-Bretanha.

Durante os últimos anos, as britânicas aproveitaram as coleções com preços extremamente baixos lançadas por supermercados e cadeias de lojas populares e tendências foram lançadas e saíram de moda em tempo recorde, criando o fenômeno batizado de “moda descartável”.

Mas as revistas especializadas, que há alguns anos celebravam os preços baixos, agora prevêem o retorno de um consumismo mais consciente das implicações ecológicas e sociais de roupas produzidas principalmente no sudeste asiático sob condições nem sempre éticas.

Marcas estabelecidas

Dentro desse clima, a quarta edição da Esthetica é a maior já realizada, com 27 marcas, entre elas as já estabelecidas Noir, Katharine Hamnett e People Tree.

O fato de a feira acontecer dentro da sede da Semana de Moda de Londres – por onde passam algumas das editoras de moda mais influentes do planeta – mostra que a moda ética já deixou para trás o estereótipo de peças feitas de tecidos grosseiros, que pinicam.

As marcas expostas na Esthetica combinam entre si diferentes tipos de tecidos, técnicas avançadas de produção e uma variada amostra de estilos.

Uma das atrações é a marca de tênis Veja, uma empresa francesa que usa materiais brasileiros.

Os sapatos são produzidos em Porto Alegre usando algodão orgânico produzido em pequenas cooperativas no Ceará. A borracha para os solados vem de seringueiros da região amazônica.

“Além de ajudar a comunidade, esta é uma forma de evitar o desmatamento, já que o fornecimento do látex para nossos sapatos representa uma forma alternativa de renda para os seringueiros da região”, disse à BBC Brasil Aurélie Dumont, coordenadora de comunicação da Veja.

Segundo ela, a empresa decidiu manter toda a sua linha de produção no Brasil por causa da enorme riqueza de recursos naturais do país, e também para evitar o transporte desnecessário de matéria-prima de um continente para o outro.

Preocupações sociais

Além das preocupações ecológicas, algumas marcas que expõe na Esthetica também trabalham para melhorar as condições sociais de comunidades pobres.

Um exemplo de sucesso é a Nahui Ollin, uma marca que produz bolsas feitas de papel de bala reciclado e conta com centenas de pontos de venda espalhados pelo mundo. As bolsas são produzidas há três anos nos arredores da Cidade do México, usando técnicas mexicanas.

Bolsas

Bolsas usam embalagens de bala recicladas

“Nós treinamos mulheres de oito comunidades para que utilizem essas técnicas, e elas usam embalagens de bala com defeitos, fornecidas pelas fábricas, que seriam jogadas no lixo”, diz o vice-presidente da marca, Danny Bitran.

A Esthetica também reflete o fato de que a questão ambiental está extrapolando o universo das organizações não-governamentais, e angariando apoio dos grandes nomes do mundo da moda.

É o caso da campanha “Escolha seu Algodão com Cuidado”, que conta com um estande na feira.

Para a campanha, organizada pela Fundação para Justiça Ambiental, estilistas de peso como Christian Lacroix, Luella Bartley e Betty Jackson criaram camisetas exclusivas, que foram então fotografadas em modelos conhecidas como Irina Lazareanmu, Coco Rocha e a brasileira Caroline Trentini