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Reduzir, reutilizar, reciclar

Uma pessoa produz 1,5 kg de lixo por dia. Para baixar esse índice, reduza, reutilize e recicle.

Embalagens, copinhos de café, sacolas plásticas e restos de alimento são apenas parte dos rastros que deixamos para trás todos os dias. O peso, para o qual ainda estamos longe de encontrar a solução definitiva, recai sobre o planeta: cada pessoa produz em média 1,5 kg de resíduos por dia. Essa engrenagem é,parcialmente, movida pelo desejo. Compramos, consumimos e descartamos em ritmo frenético.

A dica, portanto, é dar preferência a produtos de vida longa, um dos princípios do ecodesign. A prática dos três Rs – reduzir a quantidade de resíduos, reutilizar materiais e reciclar por meio da coleta seletiva – é a melhor maneira de diminuir o impactodo seu lixo na natureza.

E OS ORGÂNICOS?
Restos de comida, folhas e podas de jardim. Nas cidades, o lixo orgânico representa até 60% do total de resíduos. Esse número reflete um desperdício: no Brasil, um terço dos alimentos vai para o lixo. Planejar as compras e aproveitar sobras em sopas, bolinhos e geleias são bons caminhos para combatê-lo.

Trituradores de lixo não são recomendados, pois obstruem a rede de esgotos, aumentam a carga orgânica e contribuem para a poluição da água nas cidades onde o esgoto não é tratado. Sem falar no aumento no consumo de energia. Prefira a compostagem (transformação do lixo orgânico em adubo), que pode ser adotada até em apartamentos.

 

Plástico, papel, metal e vidro entram na lista dos recicláveis. Em casa não é preciso colocar cada grupo em um cesto, basta separá-los do lixo orgânico. Remova restos de comida, procure compactar as embalagens e evite quebrar os vidros.

 

 

 

 

Matéria do site Planeta Sustentável (www.planetasustentavel.abril.com.br)

 

 

 

Goóc lança projeto de sustentabilidade ambiental

O Brasil consome anualmente 30 milhões de pneus, que são despejados no meio-ambiente. A Goóc, que é a primeira do país a reciclar pneus para desenvolver calçados a partir desta matéria prima, possui uma missão: eliminar todos os pneus inutilizados do Brasil. “Se cada brasileiro – que soma 183,9 milhões de habitantes – adquirir um par de sandálias de pneu reciclado, teremos eliminado em dois anos cerca de 35 milhões de pneus – já que fazemos 5 sandálias com cada pneu”, conta Thai Quang Nghia. “Este é o nosso desafio e também a missão da Goóc no Brasil”, completa Thai.  

 

 “Tenho gratidão e carinho com este país que me acolheu tão bem, desde minha chegada aqui, na década de 70. Agora, é minha chance de retribuir ao Brasil – encabeçando uma campanha de reaproveitamento de pneus e preservação ambiental, onde os produtos Goóc podem ser um caminho para esta resolução”, explica Thai, natural do Vietnã.

  

Além das sandálias, a Goóc produziu também displays desenvolvidos com papelão reaproveitado e reciclado para a venda de seus produtos: Box Belt. Com espaço para encaixe de caixas de sapatos, o móvel para PDV tem capacidade para agregar 48 pares de sandálias.

  

Produzir para reciclar

  Segundo Thai, todos os anos o Brasil consome 350 milhões de sandálias e chinelos de borracha e pvc. Muitos, de má qualidade e baixa resistência, duram pouco tempo e acabam nas lixeiras de todo o Brasil. “Ao contrário da filosofia “produzir para criar lixo”, Goóc produz para reciclar – desde a embalagem de nosso produtos, até o próprio produto”, finaliza Thai.  

Desde janeiro de 2006, a terceira unidade fabril Goóc, inaugurada em Feira de Santana, na Bahia, é responsável pela produção de toda linha de calçados e acessórios desenvolvidos com borracha reciclada de pneu. “Temos a intenção de concentrar nos próximos anos 100% da produção no Nordeste, região responsável pelo consumo de 75% de calçados em borracha em geral”, explica Thai Q.      

 A Goóc já reciclou, desde sua fundação em 2004, mais de 2 milhões de pneus.

Sobre a Goóc

  Desde sua fundação em 2004, a Góoc já cresceu 500%. Possui 3,5 mil pontos de vendas em todo o território nacional, emprega 960 pessoas, direta e indiretamente em duas unidades industriais – em Feira de Santana, na Bahia e outra em São Mateus, na cidade de São Paulo. Em 2007, a empresa produziu cinco milhões de pares e deste número, 5% foram comercializados em território internacional.   

Até 2014, a Goóc tem o objetivo de produzir 210 milhões de pares de sandálias – um para brasileiro.

  Os produtos Goóc podem ser encontrados também no Canadá, EUA, Jamaica, Ilhas Caiman, Santa Lúcia, Colômbia, Equador, Bolívia, Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Angola, Austrália, Japão. 

Por: EcoProducers/Redação

 

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Calçadistas lançam novidades para enfrentar concorrência externa

A Feira Internacional de Calçados, Acessórios de Moda, Máquinas e Componentes (Francal), em São Paulo, mostra que os fabricantes brasileiros estão se preparando para enfrentar a concorrência estrangeira com coleções que apostam no conforto e na consciência ecológica. 

Fósseis de 100 milhões de anos descobertos no interior do Ceará inspiraram o desenho da coleção de sandálias feitas de pneu reciclado. Ainda na linha do apelo ecológico, um tênis de garrafas pet, com forro de bambu e detalhes de fibra de bananeira.

“Para cada pneu reciclado nós conseguimos produzir e colocar de volta para uso pessoal em torno de seis pares de calçados”, diz Ariano Novaes, gerente de produto.

Apostando no conforto, uma empresa desenvolveu um “truque” para as crianças não andarem mais de sapato apertado: a palmilha indica para os pais a hora de trocar o sapato por um maior.

 Leveza

Na primavera e no verão, a indústria propõe aos homens sapatos claros e leves, inclusive um que pesa apenas 160 gramas.

Já os calçados femininos vêm com detalhes mais delicados. “A gente sai de uma coleção de saltos muito grossos, tiras muito largas. Então esse ano a gente quer uma coisa mais feminina”, afirma a estilista Luíza Barcelos.

Para vender mais, o investimento é pesado. Para quatro dias de feira, um estande que imita uma floresta custou a uma das empresas participantes R$ 300 mil.

De acordo com a Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac), a expectativa é que o setor fature 8% a mais entre julho e dezembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. “É um fetiche. E naquilo que se gosta com certeza o consumidor consome e gasta”, afirma Abdala Jamil, presidente da Francal.

O setor espera também aumentar o faturamento com as exportações este ano, uma vez que os compradores admitem que o calçado brasileiro é melhor do que o chinês, por exemplo. Para ganhar mercado no exterior, uma empresa gaúcha patrocina times de handebol na Croácia e de hóquei na Finlândia. 

 

Fonte: globo.com/noticias

Como se tornar mais ecológico em 30 dias

 Na teoria, a gente até topa fazer tudo pelo planeta. A prática é que são elas. Então, como desafio a repórter Carolina Costa, topou passar um mês cumprindo à risca dez hábitos verdes. Os sabores e dissabores da moça foram registrados a cada manhã no site da BONS FLUIDOS. E aqui você confere quanta coisa ela aprendeu até com os internautas.

1) Evitar sacolas plásticas

Quem tem família grande costuma rejeitar qualquer tentativa de se livrar definitivamente das sacolas plásticas e ir ao supermercado com uma retornável. Comigo, que tenho quatro gatos abastecendo a caixa de areia todos os dias, não foi diferente. Como iria jogar a sujeira deles fora? A solução foi colocar uma lixeirona bem tampada na área de serviço, revestida de um saco preto grosso, que agüenta até 100 litros. Sacolinha, só no cesto do banheiro.
• GRAU DE DIFICULDADE | Médio. Requer uma pregação junto a balconistas e empacotadores.
• O QUE APRENDI | Contei 108 sacolinhas plásticas antes de parar de pegá- las em padarias, locadoras e supermercados.
• O QUE EU FARIA DIFERENTE | Não teria juntado 108 sacolinhas. Uma por semana é mais que suficiente.
 

 

2) Utilizar os dois lados do papel
Fim de expediente, uma colega de trabalho resolveu desentulhar a mesa e fazer uma limpeza em seus documentos. No dia seguinte, a lixeira estava abarrotada de papel. Peguei o maço e resolvi contá-lo: 376 folhas, o equivalente a quase quatro blocos de papel sulfite. Algumas nem tinham sido usadas. Eram tantas folhas que serviram para abastecer a impressora por oito dias.
• GRAU DE DIFICULDADE | Fácil.
• O QUE APRENDI | De fato, as folhas que já foram usadas de um lado enroscam mais na impressora – contei uma média de duas para cada 100. Mas não é nada que desestimule a reutilização.
• O QUE EU FARIA DIFERENTE | Juntaria maços de vários tamanhos, colocaria espiral e faria bloquinhos de anotação. Distribuiria entre meus colegas de trabalho.
 

 

3)Tirar os aparelhos do stand-by
Sabe aqueles olhinhos vermelhos que brilham na escuridão quando você se levanta à noite para ir ao banheiro? À espreita na sala, na cozinha e até mesmo no criado-mudo, ao lado da cama, eles são a marca mais visível do desperdício de energia elétrica. Pesquisas mostram que os aparelhos em stand-by encarecem em até 20% a conta de luz. Ou seja, senti no bolso quanto vale a pena ser fiscal dos aparelhos ligados.
• GRAU DE DIFICULDADE | Mamão com açúcar.
• O QUE APRENDI | Meu consumo, que no mesmo período do ano passado foi de 171 kWh mensais, passou para 154 kWh – uma queda de quase 10%.
• O QUE EU FARIA DIFERENTE | Nos primeiros dias, me esquecia de puxar os fios da tomada. É bom colocar lembretes pela casa.
 

 

4) Deixar o carro em casa
A proposta era não tirar o carro de casa, mas eu inventei moda e fui logo me atirando na rua em cima de uma mountain bike emprestada. A cada esquina tive que enfrentar subidas íngremes, carros que davam fechadas bruscas, ônibus que buzinavam, cachorros que latiam.
• GRAU DE DIFICULDADE | Difícil se seu bairro é cheio de ladeiras.
• O QUE APRENDI | São Paulo é cruel com os ciclistas: os motoristas não nos respeitam, os pedestres olham feio quando subimos na calçada. Andar a pé, de ônibus ou de carona é uma boa saída para quem não quer pedalar. E, às vezes, é preciso apelar mesmo para o táxi.
• O QUE EU FARIA DIFERENTE | Usaria uma bike com pneus maiores, mais finos e lisos, que rendem melhor no asfalto. E faria um condicionamento físico antes porque empurrar a magrela na ladeira é vexame.
Quando você começa a reciclar, se dá conta do volume de lixo que produz e memoriza o que pode e o que não pode ser reaproveitado

 

 

5) Usar produtos de limpeza biodegradáveis
A maioria dos produtos de limpeza tem algum tipo de solvente na composição: do benzeno ao tricloroetileno, todos contaminam o solo e os lençóis freáticos.
• GRAU DE DIFICULDADE | Médio. Exige um bom garimpo de produtos.
• O QUE APRENDI | Já existem no mercado opções de sabão em pedra e em pó que são biodegradáveis. Para encerar o chão e lustrar os móveis, basta misturar óleo vegetal com suco de limão. O resto fica por conta do vinagre branco: ele serve para desinfetar pisos, tirar limo e lustrar inox.
• O QUE EU FARIA DIFERENTE | Muitas marcas divulgam que são “ecológicas” ou “respeitam o meio ambiente” quando continuam fabricando produtos tóxicos. É bom investigar antes. Liguei para o SAC de uma dessas empresas e me disseram que era ecológico porque se decompunha em dez dias. Os outros demoram até dois anos para sumir.
 

 

6) Separar e reciclar o lixo
O país que se gaba de ser o maior reciclador de latas de alumínio é pródigo em sujar o planeta. Cada brasileiro produz 1 kg de lixo por dia, contra a média mundial de 685 g por habitante. Com isso, garrafas PET vão parar nos córregos, sacolas plásticas entopem bueiros…
• GRAU DE DIFICULDADE | Médio no começo. Fica fácil com o tempo.
• O QUE APRENDI | Me dei conta do volume de lixo que produzo e memorizei o que pode e o que não pode ser reciclado.
• O QUE EU FARIA DIFERENTE | Consumiria menos e reutilizaria mais. Etapas anteriores à reciclagem que raramente são colocadas em uso.
 

 

7) Fazer uma composteira
A internet está coalhada de sites ensinando a montar uma composteira – onde restos de materiais orgânicos são transformados em adubo. Não há quase nada sobre seu uso em apartamentos. Descobri por quê: as composteiras precisam ficar ao ar livre. Só assim para as mosquinhas darem sossego e o mau cheiro não se alastrar.
• GRAU DE DIFICULDADE | Difícil.
• O QUE APRENDI | Esse lance de adubo orgânico é para quintal.
• O QUE EU FARIA DIFERENTE | Usaria caixa plástica como recipiente.
 

 

8 ) Consumir menos
Vitrines são mesmo uma tentação. Muitas vezes, saí de casa sem a menor intenção de consumir e acabei com o nariz grudado no vidro de uma loja. Consumir menos significa desperdiçar menos e produzir uma quantidade menor de lixo.
• GRAU DE DIFICULDADE | Mais fácil para quem está numa fase duranga.
• O QUE APRENDI | Os marqueteiros são mesmo feras nesse negócio de despertar desejos…
• O QUE EU FARIA DIFERENTE | Deixaria o cartão de crédito em casa.
 

 

9) Reutilizar água da máquina de lavar
Só num ciclo normal da máquina de lavar, vão 145 litros de água. Trata-se de um volume descomunal se levarmos em consideração que a água doce, que abastece da torneira ao vaso sanitário, representa cerca de 2,5% de toda a água do planeta.
• GRAU DE DIFICULDADE | Médio. É preciso ficar pajeando a máquina.
• O QUE APRENDI | O primeiro enxágue, com sabão, serve para lavar o chão e o banheiro. Para aproveitar o segundo enxágüe nas plantas, é preciso abolir o amaciante. Fora o cheirinho, não senti diferença.
• O QUE EU FARIA DIFERENTE | Preciso de mais baldes.
 

 

10) Não comer carne vermelha
Maiores responsáveis pelo desmatamento de florestas e regiões de mata nativa, as áreas de pasto vêm crescendo no mundo todo.
• GRAU DE DIFICULDADE | Difícil para carnívoros assumidos, como eu.
• O QUE APRENDI | Descobri que a culinária indiana é rica em pratos com legumes e vegetais e mesmo os restaurantes que não são vegetarianos fazem bons pratos sem carne. Você vai se dar bem com as múltiplas possibilidades de salada.
• O QUE EU FARIA DIFERENTE | Uma mudança gradativa e tomaria vitamina B12, que impede a anemia.
 

 

Comentários dos internautas

Cada mudança de hábito da Carol gerou muitos comentários. O que os internautas mais debateram foi o consumo de carne vermelha. Alguém que não quis se identificar começou a provocação: “Quero ver uma pessoa deixar de comer carne e pedalar”. Em defesa do hábito verde, um professor de educação física disse que não só pedalou 200 km como também é vegetariano. Ou seja, dizer que os vegetarianos não podem fazer esforço físico é pura falácia. Sem contar outras pessoas que postaram receitas sem carne para estimular o apetite de nossa repórter. No capítulo das sacolas plásticas, uma das internautas, Suzana, falou que gostaria de uma sacola retornável em forma de mochila (olha aí a dica, pessoal!). A Nine disse que carrega sempre uma dobrável dentro da bolsa e a utiliza até na livraria. E choveram posts com dicas de como usar o vinagre na limpeza da casa. “Com bicarbonato, ele deixa o mármore limpinho”, escreveu Anny.

 

Por: Carolina Costa/Revista Bons Fluidos

Goóc lança projeto Ler Goóc e incentiva a conscientização ambiental e cultural por meio dos livros

COUROMODA 2008: Comemorando reciclagem de 2 milhões de pneus, Goóc, lança produtos para um inverno quente, com temperaturas elevadas, como também para o verão internacional, recebendo compradores de outros países. Empresa lança na Couromoda 2008 Projeto LER GOÓC, que incentiva à conscientização ambiental e cultural por meio dos livros

A Góoc, empresa que está desde 2004 no mercado brasileiro e é pioneira na fabricação de calçados fabricados a partir de borracha reciclada de pneu, câmera reaproveitada e lona reaproveitável, aproveita a Couromoda para apresentar ao mercado e a imprensa o Projeto LER GOÓC de incentivo à leitura.

A primeira etapa do Projeto LER GOÓC consiste na estruturação de biblioteca interna para colaboradores e seus familiares, biblioteca ambulante em bairros de São Paulo menos favorecidos e também em Feira de Santana, na Bahia, onde está a fábrica de chinelos reciclados com borracha de pneu.

“Esta é a nossa missão em 2008: incentivar a reflexão e a busca de conhecimento não somente por meio de nossos produtos, mas também por meio dos livros, da leitura. Esta é o objetivo Góoc para este Ano Novo”, conta Thai Q. Nhgia, presidente-fundador da marca.

Não é de hoje que a Goóc cria e participa de ações sócio educacionais. Desde o início de sua fundação, a marca é responsável por reformar igrajas na capital paulista, atuar junto com a população carente do Piauí, manter duas creches ativas, além de oferecer a seus funcionários apoio odontológico interno, informações pré e pós parto para mães, entre outras atividades.

A própria Goóc traz em seu histórico a utilização de materiais reciclados e reaproveitados.

“Nossos produtos são um meio, que levam uma mensagem. Mais que calçados e acessórios, cada criação Góoc traz a história de resistência, harmonia, irreverência, originalidade, quebra de paradigmas”, conta Thai.

Desde sua fundação, a Góoc já reciclou o equivalente a mais de 2 milhões de pneus. Incluiu à sociedade o que era considerado lixo e não reaproveitável – e dele, criou algo que oferece conforto, bem estar e beleza dos pés à cabeça: sandálias, papetes, bolsas e acessórios.

“Queremos levar esta atitude para o mundo e fazer com que as pessoas sintam prazer em incluir e reaproveitar desde coisas materiais, como o lixo urbarno, até o cidadão esquecido e excluído que existe nas ruas de todo o planeta, que poderia contribuir, junto conosco, para um mundo melhor”, explica o fundador da Góoc.

Fiel a este conceito, a Góoc já cresceu 500% desde sua fundação, em 2004. Possui 3,5 mil pontos de vendas em todo o território nacional, emprega 960 pessoas, direta e indiretamente em duas unidades industriais – em Feira de Santana, na Bahia e outra em São Mateus, na cidade de São Paulo. Em 2007, a empresa produziu cinco milhões de pares e deste número, 5% foi comercializado em território internacional.

Sobre a Goóc – A fórmula “criatividade + sustentabilidade ambiental” presentes no conceito Ecocultural da Goóc tem conquistado o mundo. Atualmente a marca exporta para França, Itália, Espanha, Portugal, Japão, Estados Unidos, Caribe, Austrália, Arábia Saudita e países da América Latina. No Brasil, existem 10 Espaços Goóc e mais três mil pontos de vendas.

Design Ecológico – Lixo para todos

A expansão da sociedade de consumo e do uso de produtos descartáveis associaram o progresso material à geração de lixo.
Na contramão dessa tendência, designers de todo o mundo têm se empenhado na valorização de produtos naturais, na reciclagem de materiais e no reaproveitamento de bens industriais.
No Brasil, alguns designers engrossam esse movimento. Exemplos dessa produção estiveram reunidos na exposição Novos Alquimistas, organizada pela jornalista Adélia Borges.

Muito antes da intervenção dos designers, a população carente do país já praticava a reciclagem do lixo na forma de utensílios domésticos, brinquedos e mobiliários. No catálogo da exposição montada no Itaú Cultural, em São Paulo, entre novembro de 1999 e fevereiro de 2000, explica-se que essa criatividade era movida pela dificuldade de acesso aos bens da sociedade de consumo. Parece óbvio, mas a explicação é certamente necessária para estrangeiros e alguns extraterrestres que vivem no Brasil.

Mãos engenhosas transformam latas velhas e sucatas variadas em bules, bacias, canecas, floreiras, lamparinas. Os designers brasileiros reunidos nesta exposição exercem outro tipo de transformação. “Eles são capazes de extrair a qualidade poética de materiais banais para compor com eles objetos úteis e expressivos”, afirma Adélia.

Os materiais utilizados nesse processo de transformação integram três grupos. O primeiro inclui coisas da natureza, como gravetos e cascas de árvores, palha de milho e sementes. No segundo estão materiais já usados, como tampinhas de refrigerantes e embalagens variadas (garrafas de vidro ou de plástico, latas de cerveja, papelão tetrapack do leite longa vida).

No terceiro, produtos industriais baratos, fabricados em larga escala: ralos de esgoto, canudinhos de refrigerante, bolinhas de borracha, barbantes, papéis e papelões, plásticos, pratos de vidro, coadores de plástico, utensílios de cozinha.

A carioca Tereza Xavier faz sucesso no mercado internacional com jóias que combinam sementes brasileiras com pedras e metais preciosos. Em 1998, venceu o Diamonds International Award com um fio de palha trançada salpicado de diamantes brancos.

Outro carioca formado em São Paulo é Renato Imbroisi, que trabalha com tecidos e cestos produzidos artesanalmente. Imbroisi eleva o grau de sofisticação de seus produtos ao utilizar, em seus teares manuais, cascas e galhos de árvores ao lado de fios naturais e sintéticos.

Daniela Moreau, formada em São Paulo, também nasceu no Rio de Janeiro e também trabalha com teares manuais. Há alguns anos montou uma oficina de tecelagem em Santo Antônio do Pinhal, interior paulista. Ali, produz mantas, colchas e xales com algodão orgânico. Na exposição do Itaú Cultural, exibe belos tecidos, macios e agradáveis ao toque, produzidos com um fio sintético obtido a partir da reciclagem de garrafas plásticas de refrigerante.

Outros exemplos de reciclagem podem ser encontrados nas luminárias Eletra e Babel, de Júlio Sannazzaro, produzidas com garrafas azuis de vinhos alemães baratos. Ou no aglomerado de tetrapack, feito com embalagens longa vida usadas e aplicado na tampa do Criado-Lata, desenhado por Flávio Verdini, Júlio Sannazzaro e Sandro Verdini. Ou ainda, nos sofisticados objetos de vidro feitos por Eduardo e Beth Prado a partir de um aglomerado de cacos.

No terceiro grupo dos novos alquimistas estão os designers que subvertem a função original de materiais e componentes industriais. Os irmãos Humberto e Fernando Campana produziram uma mesa de refeição com tampo formado por ralos de esgoto. O pernambucano Maurício Castro, o paulista Eduardo Alves Jorge e o espanhol Imanol Ossa criaram luminárias utilizando pratos de vidro ou utensílios de cozinha.

O designer Valter Bahcivanji também recorreu a um banal utensílio de cozinha, de plástico branco, para obter uma curiosa luminária. Além deles, participaram da mostra o estilista paraense Lino Villaventura (vestidos e adornos com escamas de peixe, palha e barbante) e o designer paulista Nido Campolongo (bolsas de papel feitas com canudinhos coloridos de folhas de revistas e papelão reciclado).

Texto: Arcoweb/design