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Verão terá biquínis com sobreposições, decotes, alças duplas e maiôs-camiseta

Cortes e recortes são aposta das principais marcas de moda praia.
Na areia, a dica é passar protetor e não deixar modelo marcar a pele.

Os principais estilistas de moda praia do país resolveram inovar na forma e abusaram de cortes e recortes.

 O resultado são decotes, sobreposições, alças duplas e enviesadas e até maiôs-camiseta, exibidos à exaustão nas passarelas do Rio Summer

, na semana passada.

Ao que tudo indica, aquelas peças que antes eram tidas como conceitual, ganharam força para invadirem as areias. Veterana no assunto, A estilista Lenny Niemeyer, dona da marca que leva seu nome, acha que a nova modelagem é mais feminina.

 “São cortes sugestivos na simetria, enviesados que sugerem abertura, mas cobrem tudo”, diz ela, que ensina como usar a novidade na prática.   

Como usar

“Hoje, com amarrações, laços e tecidos mais maleáveis, você enrola, dá nó, ajusta o biquíni como quiser, para durante e depois da praia. A carioca sabe criar moda em cima da moda como ninguém”, afirma Lenny, que indica uma boa dose de protetor solar para usar com o modelito. 

“Não só por causa da saúde, mas porque marca de biquíni na parte de cima, ninguém merece”, dá a dica, para evitar o risco de a mulher ficar vulgar com a marquinha aparecendo num decote fora da praia. 

 Arte contemporânea

Além do protetor solar, a estilista Jacqueline Di Biasi, da Salinas, viu na sobreposição uma maneira de brincar com as formas e dar uma opção àquelas que temessem o sol mais forte.

 ”As pessoas normalmente tem resistência, acham bonito na passarela e não conseguem traduzir na vida real. Com a sobreposição pode tirar o biquíni, colocar um sobre o outro”, ensina ela, que destaca os modelos maiores como opção para quem é adepto dos esportes de praia. 

 Na Rosa Chá, o estilista Amir Slama se inspirou na arte contemporânea brasileira. “A influência dos anos 70 propõe recortes e novas estruturas, como uma brincadeira com as listras em calcinhas e maiôs. A mistura de cores e formas constroem a silhueta da mulher contemporânea”, resume.

Entre seus modelos, a Triya investiu no decote para dar charme ao biquíni tradicional (Foto: Marcos DPaula / Ag. Estado)

 

 

Fonte:  Alícia Uchôa Do G1, no Rio

Rosa Chá em Nova York

Coleção inaugura participação brasileira na temporada Primavera 2009

Ao som de um mega-mix Bossa Nova puxado por “Chega de Saudade”, a Rosa Chá invadiu a passarela do New York Fahion Week inaugurando a participação brasileira na edição Pimavera 2009 do evento.

Com uma coleção mais comportada que a masculina apresentada no SPFW Primavera/Verão 2009 (nada de modelos pelados desta vez), Amir Slama mostrou que para ser sexy e chamar a atenção não é preciso apelar para biquínis minúsculos.

Com ares de anos 70, a nova coleção tem poucas peças estampadas, com uma paleta de cores que investe em tons de verde, laranja, marrom e off-white. Os maiôs engana-mamãe merecem destaque, com os cortes e recortes criativos, sofisticados e favoráveis às mulheres que possuem não o físico abençoado do casting de top models do desfile – Isabeli Fontana, Ana Claudia Michels, Bruna Tenório, Juliana Imai, Jessica Stam e Chanel Iman, entre outras.

O toque de sofisticação fica por conta dos micro vestidos de renda com aplicação de cristais Swarovski. Também se destacam os kaftans esvoaçantes, as argolas e as pedrarias aplicadas nas peças.

Looks engana-mamãe dominam passarela da Rosa Chá em Nova York (fotos: Divulgação)

 

Fonte: Redação-Msn/Estilo de Vida

O Rio Summer vem aí com as coleções de alto-verão

Hoje o mundo da moda brasileira está voltado para as coletivas do novo evento fashion que promete esquentar o mercado de alto-verão nacional e internacional

 

Para esclarecer tudo certinho, Nizan Guanaes,  presidente do Grupo ABC, que realiza o evento, convocou uma coletiva de imprensa para explicar como deve funcionar o Rio Summer, que acontece entre os dias 5 e 8 de novembro.

“O Rio Summer vem concorrer com o Mercedez-Benz Fashion Week Swim (Miami), mas não com o São Paulo Fashion Week ou com o Fashion Rio. Adoro o evento de Miami, mas o Brasil tem que lutar pelo lugar que é dele na moda. O nosso objetivo é colocar o Rio como a capital da moda praia e do beach lifestyle mundial”, diz Nizan antes de levantar qualquer suspeita a favor da competitividade com as outras semanas de moda brasileiras.

Quem participa
As marcas que participam da primeira edição do Rio Summer foram selecionadas de acordo com o que foi chamado de DNA Brasil, e exibem algo diferente em relação ao que o mercado internacional já está acostumado a ver nas principais semanas de moda. O que não quer dizer que é uma curadoria baseada somente na moda praia, mas sim no lifestyle brasileiro:

Adriana Degreas, Blue Man, Carlos Miele, Cia. Martítima, Cris Barros, 284, Iodice, Isabela Capeto, Jô de Mer, Lenny, Osklen, Patrícia Vieira, Raia de Goeye, Rosa Chá, Salinas, Totem e Triya.

As grifes que participarão do evento foram selecionadas pelo inglês Robert Forrest (que tem no portfólio de clientes marcas como Armani, Ungaro, Calvin Klein, Elizabeth Hurley e Gianbatista Vall), Donata Meirellles, head buyer de marcas importadas da Daslu junto com Carlos de Souza (braço-direito do estilista Valentino por mais de 20 anos) e a estilista Lenny Niemeyer.

Apesar de boa parte das marcas já fazerem parte do line-up de outras semanas de moda tanto nacionais como internacionais, os estilistas prometem uma coleção diferente das apresentadas na temporada de verão. “ As coleções vão ser inéditas. Como no Brasil o verão é longo, dura cerca de 8 meses, o que a gente costuma apresentar em junho é só parte da produção”, diz o estilista da Rosa Chá Amyr Slama.

O evento
“O Rio Summer tem a possibilidade de trazer investidores e compradores internacionais, ao mostrar o que o Rio tem de melhor: o estilo de vida carioca, nossao lifestyle, reconhecido internacionalmente” – comenta o governador do estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, no vídeo de apresentação do evento.

Os desfiles acontecerão em duas tendas com capacidade para 400 e 300 pessoas respectivamente, que ficarão concentradas no Forte de Copacabana. O Hotel Fasano em Ipanema e (claro) o Copacabana Palace também vão abrigar ações dentro do Rio Fashion.

O Fasano, aliás, foi exclusivamente fechado para o evento e deve abrigar o 100 convidados com figuras conhecidas do jet set internacional.

“Uma coisa que eu vou dizer para vocês é que eu não quero Big Brothers. As salas são menores (do que os outros eventos de moda brasileira) e eu vou favorecer o pessoal da moda e eventuais celebridades que possam agregar valor ao evento.”

Moda praia
Estima-se que só no Brasil em 2007, cerca de 83 milhões de peças foram produzidas por ano neste segmento de acordo com informações do mercado. Deste total, calcula-se que 78% seja feminino e 22% masculino. Estima-se ainda que 6% da produção nacional é destinada a exportação, sendo sua maioria peças femininas. Ou seja 4,9 milhões de peças de moda praia nacional ganham o mundo. (Fonte Invista)

Por: Mayara Geraldini/IGModa

Fernanda Motta durante o desfile da Cia. Marítima no São Paulo Fashion Week

Cada vez mais norte-americanas aderem ao biquíni brasileiro

WASHINGTON (Reuters) – Quando o estilista brasileiro Amir Slama começou a exportar biquínis para os EUA, nos anos 1990, teve que adaptar suas criações e acrescentar mais pano, para agradar ao gosto mais conservador das norte-americanas.

Mas as coisas estão mudando, e mais norte-americanas passaram a procurar os biquínis minúsculos que fazem tanto sucesso nas praias do Rio de Janeiro.

“Quando começamos a vender no exterior, tivemos que criar dois formatos diferentes –um para a Europa e outro para os Estados Unidos, sendo o americano o maior”, contou Slama, 41 anos, diretor criativo da Rosa Chá, uma das grifes mais famosas do Brasil em termos de moda praia.

“Mas hoje, nos grandes centros como Los Angeles, Nova York ou Miami, a predominância já é do tamanho brasileiro”, disse Slama em entrevista.

O estilista, que exibe suas coleções na Semana de Moda de Nova York desde 2000, acha que o estilo mais enxuto está ganhando popularidade porque a percepção que as mulheres têm de seu corpo mudou.

Enquanto as norte-americanas estão ficando mais ousadas, as brasileiras, segundo o estilista, começaram a prestar mais atenção a seus seios que ao bumbum.

“No Brasil as mulheres não prestavam atenção aos seios. Todo o foco era sobre a parte inferior do corpo”, explicou.

“Hoje, mesmo que não tenham implantes, elas querem destacar a parte superior do corpo, enquanto a parte inferior (do biquíni) aumentou para proporcionar mais conforto na praia.”

O Brasil é célebre por sua moda praia. Gisele Bundchen teve uma participação importante na promoção do estilo brasileiro nos EUA nos anos 1990, como teve a atriz de Hollywood Carmen Miranda na década de 1940, disse Slama.

A paulista Rosa Chá exporta cerca de 18 mil biquínis aos EUA por ano, de uma linha de produção total de 500 mil. Amir Slama disse acreditar que o mercado vai continuar a crescer.

Ele deixou de apresentar suas coleções no Brasil, e, em vez disso, se concentra em promover suas criações na Semana de Moda de Nova York todos os anos.

“Desde o início os norte-americanos se mostraram mais abertos a nós que os europeus. Eles nos viram como alguém que produz algo moderno e sofisticado”, disse Slama.

Texto: Adriana Garcia / uol