Arquivo parasementes
Rústico e elegante
Algodão, palha, sementes, pedras, madeira. Você ainda vai ver, ouvir falar e usar muito esses materiais nas próximas estações. A elegância rústica e confortável está em alta no mundo da moda e da decoração, “As saias e os vestidos estão fluidos e longos, em branco, tons bem naturais, ou cores quentes como o amarelo e o laranja.As estampas são grandes e fortes. E, para combinar, acessórios volumosos feitos de elementos naturais, pedra e madeira”, diz a consultora de moda Luiza Bomeny.
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| Thaís Araújo: palha e madeira nos acessórios |
Como os dias quentes do inverno na cidade permitem, a carioca já adotou o novo estilo. Saias rodadas usadas com camisetas justas, vestidos soltos e muitos colares, braceletes e pulseiras. “Adoro a moda bem rústica. As roupas são confortáveis e os colares de semente, por exemplo, são charmosos e trazem uma energia boa de usar. O clima e a bela natureza da cidade combinam com esse estilo”, afirma a atriz Carol Castro.
Ricardo Fasanello/Strana![]() |
| Daniela Sarahyba: brinco de semente e bracelete de osso |
Wagner Santos ![]() |
| Camila Pitanga: flores e anabela |
Os colares e as pulseiras cresceram de tamanho e estão aparecendo como nunca. “Nas roupas neutras, eles dão o tom da produção. Nas roupas com estampas grandes e fortes, usá-los demonstra atitude. Fica bárbaro”, ensina Luiza Bomeny. A dica é pôr várias pulseiras ou vários colares juntos, misturando peças feitas de materiais diferentes, como madeira e latão, por exemplo. Mas com cuidado. “Use muitos colares delicados ou somente um enorme. Use muitas pulseiras finas ou apenas uma grossa”, explica a consultora. “Adoro misturar colares rústicos de pedra e sementes com prata”, conta Carol Castro. Os tecidos de algodão também são destaque na temporada. E podem ser usados em eventos informais a qualquer hora. “À noite fica lindo usar vestido longo de algodão bordado”, diz a estilista Lucinda Aziz, da grife Agilitá. Bolsas de palha e sandálias com salto anabela de corda são outra aposta. “As sandálias rasteiras com aplicações de pedra, que chamamos de sandália jóia, também terão muito destaque”, afirma Lucinda.
Por: Melissa Jannuzzi
A biju veste você
Uma regra básica de moda deveria ser esta: não importa o que se veste; jamais se deve esquecer os acessórios. Além de contribuir para um visual mais bonito, os acessórios podem definir e revelar um estilo. E entre tantas coisas que caem bem com um figurino, as bijuterias têm o poder de realçar a marca pessoal de quem as usa.
O melhor é que não há ditadura para a escolha da peça certa. Vale apostar, por exemplo, na geometria dos círculos em pingentes, nas peças oversize – são a bola da vez –, como o colar compridão de elos retangulares com pingente gigante de cristal. Outras escolhas certeiras são as bijus produzidas com elementos naturais, como pedras, muranos e capim-dourado.
A consultora de moda e estilo, Cristina Morais, ressalta que toda mulher deve investir em bons acessórios. “A biju valoriza a roupa e transforma um look básico em um visual especial”, ressalta. O segredo, segundo ela, é saber escolher. Mas há pelo menos uma recomendação: material plástico só pode ser usado por mulheres de até 25 anos. Após essa idade, são autorizadas apenas as pedras, cerâmicas, madeiras, resinas.
De acordo com Cristina, o colar, por exemplo, tem que ter peso (tamanho e proporcionalidade). “No geral, a escolha deve ser feita segundo o estilo de cada um. Existem pessoas que carregam bem uma biju grande; outras combinam com peças pequenas. O ideal é ter bom senso”, diz.
A consultora alerta que não se deve utilizar bijuterias de materiais diferentes em uma mesma composição. “Não se mistura, por exemplo, um colar de contas com brinco de strass. É um ou outro”, orienta. Segundo ela, ainda é necessário observar o horário de uso para escolher determinada peça. Enquanto um colar de pérolas fica superbonito sobre uma camiseta branca, não se deve abusar do brilho durante o dia, explica. “Um brinquinho de strass é até permitido. Mas a regra de que até as 18h não se toma uísque, também é válida para as bijus com muito brilho”, compara.
Inspiração que vem da natureza
Pedras e sementes brasileiras, murano e cristal são materiais usados na confecção de algumas peças. Pelas mãos da psicóloga Ana Cristina Rizzo, sementes de açaí, pau-brasil e gergelim, além de madeira e capim-dourado, transformam-se em colares, brincos e pulseiras que incrementam qualquer visual, do descolado ao tradicional.
“Faço pesquisa para saber a tendência e depois crio e produzo peças exclusivas”, diz ela, que trabalha há sete anos com bijuterias. Sua produção média é de 700 peças por mês.
“Também observo o que meus clientes gostam. Vejo que a preferência recai sobre as peças produzidas com sementes e pedras, principalmente, quando o destino delas é o Exterior”, afirma. Para ampliar os conhecimentos sobre o trabalho que desenvolve, Ana Cristina também cursa algumas matérias no curso de Artes Plásticas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Produção em larga escala não é a proposta de Daina Harpek. A artesã confecciona poucas peças justamente para que a cliente possa identificar o seu estilo. “Apesar de estudar a tendência, ao escolher o colar ou a pulseira, a cliente revela o seu gosto pessoal. Um tecido transforma uma pulseira comum em algo especial”, diz a artesã, que também trabalha com tear.
A bijuteria, segundo ela, complementa o traje. “Se você escolher um colar com argolas encapadas com linha dourada, por exemplo, a mesma roupa que usou durante o dia, vai tranqüilamente para uma festa. As mulheres que ainda não despertaram para isso não sabem o que estão perdendo. A biju veste você”, completa.
Os colares com pingentes em cristais de vidro tcheco estão entre as preferências femininas, observa a artesã Yrê Vasconcelos. “Os pingentes são grandes, no formato pontiagudo ou gota, e atende ao gosto de qualquer mulher. As mais discretas escolhem vidro transparente e as mais ousadas, os coloridos”, diferencia. “Virou febre”.
História
As bijuterias surgiram em 1929, durante a grande depressão norte-americana, como alternativa à jóia. Logo conquistou seu espaço graças à versatilidade e à variedade dos materiais trabalhados que, não impondo limites à criatividade, adaptavam-se à moda e às tendências. A criação das peças é considerada um ramo da ourivesaria, que trabalha com ligas de metais que imitam o ouro e a prata, e com pedras semipreciosas ou similares de gemas (vidro, plástico etc.).
Idade pesa na escolha
Ao escolher uma biju, afirma a consultora de moda, Cristina Morais, deve-se observar se está de acordo com a idade, o tipo físico e o horário em que será usada. Quem tem pescoço curto não deve colocar gargantilha. Da mesma forma, dedos grossos exigem cuidado na escolha de anéis.
Por: Rose Guglielminetti / Revista Metrópole



