Rede popular lança loja ecológica no Brasil

A C&A acaba de inaugurar a sua primeira loja ecologicamente sustentável no Brasil. Localizada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, abriu as portas na última terça-feira, dia 8. Trata-se da segunda unidade “verde” da empresa no mundo. A primeira começou a funcionar em 2008, em Mainz, na Alemanha.

O espaço foi remodelado e tem como objetivo racionalizar o consumo de água (diminuindo-o entre 30% a 40% em dois anos) e de energia (20%). Entre as iniciativas que reduzem os impactos ambientais estão iluminação inteligente, com lâmpadas econômicas e sensores de presença nas escadas; paredes claras, que melhoram as condições térmicas e, assim, diminuindo a necessidade de ar condicionado; uso de painéis solares, instalados na cobertura, para o aquecimento da água dos chuveiros; mictórios sem água.

Outra novidade é o telhado verde na cobertura, com 640 m², que será finalizado em fevereiro de 2010 e proporcionará isolamento térmico, interferindo no uso de ar condicionado. O telhado contará com sistema de irrigação com 50% de aproveitamento de água da chuva.

Uma das atrações da nova loja é o Espaço Cliente, com coleções sustentáveis da C&A, como camisetas de algodão orgânico, sacolas retornáveis, chinelos de pneu reciclado e camisetas de malha feitas com garrafas pet recicladas. O local ainda terá coletor de lixo eletrônico (celulares, pilhas e baterias); painéis com ações de sustentabilidade da empresa e monitores treinados para dar informações sobre o tema.

 

Fonte: Redação Terra

 

 

 

 

 

Confira 8 dicas para deixar a lingerie à mostra de forma certa

Apesar de estar presente em todas as coleções, é preciso escolher a proposta mais adequada ao tipo de corpo e ocasião. “O tema é superamplo e pode se adaptar ao estilo de qualquer pessoa”, disse o stylist Luis Fiod, da agência Mint. Mas antes de circular com uma peça inspirada em lingerie, faça uma análise completa em frente ao espelho. “Qualquer mudança no look pede um tempo para pensar e se analisar de todos os ângulos, frente, lados e costas”, afirmou. Confira as principais dicas do especialista para apostar na tendência de maneira correta:

1 – Mulheres que não têm silhueta parecida com a das modelos, pode apostar em peças mais estruturadas, como as inspiradas nos corpetes, com barbatanas, que deixam a cintura mais ajustada. É possível jogar uma peça leve por cima ou ainda usar uma peça por baixo, proposta muito explorada pela dupla Dolce&Gabbana.

2 – As que buscam suporte e conforto podem optar por roupas que já tragam a lingerie acoplada. Assim não é preciso pensar em sobreposições.

3 – Bustiês inspirados em lingeries antigas aparecem nas coleções e podem ser usadas sozinhas, com a barriga de fora, no caso de mulheres jovens e magrinhas.

4 – A transparência é um dos recursos mais fáceis de serem usados, mas não pode ser exagerado pois fica vulgar. Aposte em sobreposições ou em peças que dão um efeito de transparência velado como um vestido de tricô ou com trama levemente aberta. Use essas peças com outras no mesmo comprimento.

5 – Blusas transparentes caem melhor em mulheres com seios pequenos, quanto menos mais elegante.

6 – Aposte em vestidos para a noite em tons de lingerie.

7 – Uma meia-calça pode salvar ou derrubar um look. Dependendo de como é usada, pode conferir ar moderno ou antiquado. Um exemplo é um vestido de modelagem conservadora com meias e sapatos pretos, o que pode parecer um look velho. Na dúvida, peça opinião. Ao contrário, a peça bem colocada pode alongar a perna, pois se funde com a cor do sapato e pode dar à mulher aspecto mais longilíneo.

8 – Meias tipo arrastão, com renda ou estampadas pedem ocasiões especiais ou uma atitude muito moderna. No dia-a-dia, fique com o básico. 

 

Por Michelle Achkar/especial para Terra

 

 

 

 

 

Acessórios exagerados continuam para o próximo inverno 2010

Grandes e exagerados. Sim, se você acha que a moda de acessórios poderia ser mais minimalista para o próximo inverno, está enganada. Uma passada pelos estandes da quinta edição do Minas Trend Preview, que apresenta as tendência outro-inverno 2010, leva você a um universo em que colares grandes, brilhos, flores e cores mais fechadas fazem a festa. A tendência pôde ser confirmada no primeiro desfile do dia, nesta quarta-feira, em que a princesa Paola de Orleans e Bragança desfilou.

Na apresentação, as meninas entraram com roupas pretas, e cascatas de colares compridos, em que os tons como preto e prata foram os mais vistos. Correntes douradas também apareceram aqui e ali, principalmente enfeitando bolsas, que vêm ainda com aplicações de tachas.

Brilho, correntes à profusão e trabalhos artesanais, como flores de pano e de crochê, com aplicações de cristal prometem enfeitar os colos no próximo inverno. E vale a mistura de texturas, brilhos e intenções. Ou seja, a mulher pode tanto usar um colar só com vários elementos quanto mixar pedras maiores com menores; cores claras e escuras, fosco com brilho. Várias voltas de pedras arredondadas que lembram pérola também valem para a estação mais fria.

Mas se a apresentação mostrou um look só com colares, brincos compridos e várias pulseiras, fica a dica: é efeito de passarela. No dia a dia, é melhor sempre optar por apenas uma peça grande para o visual ficar marcante, mas não “over” demais. 

 

 

 

De :Rosângela Espinossi/Redação Terra

 

 

 

 

Moda Ecológica

Sustentabilidade ambiental, aquecimento global e escassez de recursos naturais são assuntos que não saem dos noticiários de TV e dos jornais. Programas de reciclagem de lixo e reflorestamento de florestas nativas por parte de empresas ecologicamente responsáveis são ações que incentivam os cidadãos a fazerem sua parte. O mundo da moda entrou na onda e desde 2004 investe em tecidos orgânicos e materiais naturais para confecção de bolsas e tênis. e água mineral, se tornam matéria-prima para a confecção de roupas ‘verdes’ descoladas e naturais. Pneus se tornam sandálias e chinelos extremamente confortáveis e duráveis.

A partir de algodão orgânico, ou seja, material extraído de plantas cultivadas sem o uso de agrotóxicos e outros fertilizantes artificiais, é possível fazer blusas, calças e bolsas de tecido natural, fácil de ser reciclado.

Campanhas de ONGs pedem que se use menos sacolas plásticas quando for ao supermercado: basta comprar bolsas de lona ou tecido, que podem ser reaproveitadas. Percebendo esse nicho de mercado, as grandes grifes lançaram modelos bonitos e charmosos de bolsas ecológicas.

As garrafas pet, usadas para armazenamento de refrigerantes, sucos

 

 

Por:  Isabelle Lindote/para o site Bem Leve

 

 

 

 

“Segunda mão” está na moda

Grifes européias aderem ao conceito de sustentabilidade e abrem as primeiras lojas onde se pode vender e comprar peças usadas da própria marca. O cliente economiza e sai com a consciência limpa. É vida nova para a roupa velha. No Brasil, essa moda ainda não pegou, mas os brechós virtuais se alastram

O imediatismo e as mudanças rápidas estão cada vez mais freqüentes no mundo da moda. Em poucas semanas há uma nova coleção nas prateleiras: a cliente nem curtiu ainda a compra do mês passado e já há mais novidades para consumir. Mas essa característica passageira e descartável é custosa não só para o consumidor, como também para o meio ambiente.

Um exemplo disso é a quantidade de roupas descartadas nos Estados Unidos, sem dúvida nenhuma, um dos países mais consumistas do mundo. Segundo dados da EPA Agência de Proteção ao Meio Ambiente, só em 2007, foram jogadas fora quase 7 mil toneladas de roupas e sapatos. Na década de 80, eram pouco mais de 2 mil toneladas. Do que é descartado atualmente, apenas cerca de 15% é recuperado para reciclagem. Ainda em 2007, os americanos colocaram no lixo 900 mil toneladas de toalhas, lençóis e fronhas.

A indústria têxtil é considerada uma das maiores economias do mundo, dada sua intensa atividade. Usa, como matérias-primas básicas, fibras naturais (lã, seda, linho, algodão) e artificiais (acrílico, poliamida, poliester, elastano, lycra). As últimas, feitas de petroquímicos, são mais baratas e práticas. Mas, infelizmente, mais poluentes durante o processo de produção e, também, porque levam anos para serem recicladas (o nylon, por exemplo, precisa de 30 a 40 anos para se decompor).

Um estudo da Universidade de Bangalore, na Índia, acompanhou todos os processos de produção de uma roupa e mostrou como ele é poluente tanto para o ar como para a água. As etapas de tingimento e impressão utilizam muita água e químicos e emitem uma enorme quantidade de agentes voláteis na atmosfera, particularmente tóxicos para nossa saúde.

Gradualmente, nos últimos anos, a indústria têxtil tem investido em pesquisas para diminuir o impacto ambiental de sua produção e também encontrar novas soluções, como o uso de tecidos e fibras que durem por um tempo maior e sejam produzidas de forma mais natural.

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO
Mas não basta a indústria investir em novos padrões, se o varejo e o consumidor final também não estiverem antenados com a necessidade de mudança. Tecidos, como o algodão biológico, por exemplo, ainda custam caro, se comparados às matérias-primas tradicionais.

Mas é da Suécia o exemplo que pode minimizar a culpa do mundo fashion. Várias marcas decidiram abrir lojas de segunda mão – Second Hand Stores. A marca de sportswear Filippa K  inaugurou a sua, em Estocolmo, no ano passado. Nela, o cliente pode vender peças de coleções antigas (que obviamente são avaliadas e tem o preço estipulado pela loja) ou, então, levar uma roupa da marca – usada ou muitas vezes, quase nova – para casa. “Foi muito legal abrir uma loja com essa proposta. Ficamos orgulhosos de poder trabalhar com sustentabilidade de uma nova maneira”, afirma Filippa Knutsson, fundadora e sócia da marca. A reação dos clientes tem sido muito positiva. “Eles veem a loja como um lugar onde se pode tomar decisões conscientes tanto ambiental como economicamente”.

 

{txtalt}
Filippa Knutsson, fundadora e sócia da Filippa K, gosta da ideia de trabalhar com sustentabilidade de uma nova forma, através de seu negócio

E não é de agora que a Filippa K se envolve com questões ambientais. Apóia várias ações do WWF-World Wildlife Fund e tem um código de conduta bastante rígido com fornecedores com base em direitos humanos. Além disso, produz coleções contemporâneas e com qualidade para durar com o passar do tempo. Agora, com a Second Hand, o objetivo é lembrar que antigo não é necessariamente fora de moda. A grife, que tem lojas em várias cidades da Europa, Estados Unidos, Rússia, Japão e Austrália, não descarta a possibilidade de abrir outra Second Hand Store no futuro.
A também sueca Boomerang, que tem outras filiais na Escandinávia (Finlândia, Noruega e Dinamarca), sempre investiu na chamada moda Preppy, menos esportiva que a americana e menos formal que a britânica. São roupas casuais, confortáveis, modernas, mas duráveis. E foi com base no comportamento, ou melhor, no tempo de vida das roupas infantis que a marca apostou na venda das roupas usadas. “As crianças crescem tão rápido que, muitas vezes, as roupas perdidas ainda estão praticamente novas. Com a nova loja, a nossa roupa ainda tem muito mais vida pela frente”, diz Catti Unenge, diretora criativa da Boomerang.

O cliente da grife pode levar as peças antigas até a loja e ganhar um desconto de 10% na próxima compra ou, então, doar esse valor para instituições de caridade. A roupa usada é lavada, reformada (se necessário) e vendida como second hand. A iniciativa fez tanto sucesso que a Boomerang decidiu ampliar a novidade para toda a linha, não somente a infantil. Roupas masculinas e femininas usadas também podem ser “devolvidas” nas lojas. “Futuramente queremos ter um espaço para roupas usadas em todas as nossas lojas”, revela Catti.

As peças entregues na Boomerang, mas que não estão mais em condições para serem reutilizadas não vão para o lixo. São reaproveitadas como matéria-prima em artigos para casa e decoração, como colchas, tapetes e toalhinhas de mesa e cozinha.

Reciclagem também é a palavra-chave na Acne Studios. O projeto chamado Acne Archive (Arquivo da Acne) transforma peças de antigas coleções, usadas em desfiles ou showrooms ou, ainda, algumas que nem chegaram nas lojas. Todas são vendidas a preços mais baixos. Na abertura da loja em Estocolmo, havia fila de clientes esperando para garimpar algum achado da marca. Para o diretor criativo da Acne Studios, Jonny Johansson, “é maravilhoso saber que essas peças estão ganhando vida nova”.

BRECHÓS VIRTUAIS
Infelizmente, parece que a onda das lojas de marca que vendem peças de segunda mão se restringe à Suécia. No resto do mundo, ainda proliferam-se as lojas multimarcas ou os outlets, que vendem por preço mais barato roupas ou produtos de coleções passadas das grandes grifes. Mas tudo novo, sem uso.
Fora isso, uma febre está tomando conta da internet: os brechós online. A maioria deles, sem dúvida nenhuma, é liderada por pessoas que querem ganhar algum dinheiro vendendo roupas antigas ou se desfazer do velho guarda-roupa para ir às compras novamente.

 

{txtalt}
Com o blog “O que é meu pode ser seu”, a carioca Fernanda Vieira vende não só suas roupas usadas, como também da avó, mãe, irmã e amigas

Mas, no meio desse gigante mundo virtual, há também gente preocupada com a questão do consumo excessivo. A médica carioca Fernanda Vieira, de 26 anos, decidiu criar o site  “O que é meu pode ser seu”

no ano passado. Estava sem receber salário há três meses e o dinheiro das vendas ajudava um pouco no orçamento. Com o tempo, as coisas melhoraram e o brechó virou um hobbie.
Além das roupas da própria Fernanda, doações da mãe, da avó, da irmã e das amigas aparecem na vitrine da loja virtual. “Uma das coisas mais maravilhosas dos brechós é que, quando se compra roupa usada, não se está pagando por uma nova confecção, que requer nova matéria-prima e mais impacto no meio ambiente. O que fazemos é dar longa vida ao que já foi produzido, poupando um pouquinho o ecossistema”, comenta Fernanda.

O blog “Enjoei” foi criado em abril deste ano e já tem cerca de 2.500 acessos diários. Ideia de um grupo de amigos, tem layout produzido e texto divertido, bem-humorado. Vende e compra roupas e sapatos. Com o crescimento do site, a equipe já pensa em abrir um espaço – que chamará “Quero doar” – para dar dicas aos clientes que queiram repassar suas peças antigas para instituições de caridade. Esta é a hora e a vez das roupas usadas!

 

 

Por: Suzana Camargo, da Suiça – Edição: Mônica Nunes  para o site Planeta Sustentável

 

 

 

 

Aposte no coral entre os tons para o verão

O verão nas coleções brasileiras e americanas será bem colorido, segundo os desfiles da última temporada. Em Milão, algumas cores também desfilaram, e em Paris, tons mais vivos são exceção. Mas o coral aparece em coleções de todas as capitais, confirmando-se como uma das tonalidades mais importantes do verão 2010. “É a grande tendência da próxima temporada do Hemisfério Norte. Por aqui já dá sinais, e será mais forte ainda na próxima estação”, disse o stylist Rodrigo Grunfeld.

Carolina Herrera, Donna Karan, Oscar de La Renta são alguns que apostam em peças no tom, que também aparece nas coleções das marcas brasileiras Osklen, Iódice, Gloria Coelho, Carlos Miele, entre outras.

“Estamos sob grande influência marinha, de onde criadores se inspiram para trazer as belezas das profundezas do mar para a moda”, afirmou Rodrigo. “Além do coral, também aparecem paetês que remetem a escamas, nervuras e barbatanas nos tecidos, em alusão às peles dos peixes”, completou ele que é o editor de moda da revista Vanity Fair Italiana, no Brasil.

O tom que fica entre o rosa e o vermelho permite combinações diversas. “Acho que é forte e marcante e que se tem a liberdade de usá-lo como quiser. Coral e cinza é o que há de mais sofisticado” diz o profissional que ainda enumera outras misturas preferidas: com azul-marinho, com branco e com preto.

 

Carlos Miele investiu na cor em sua última coleção apresentada em Nova York

 

 

Fonte: www.terra.com.br/moda

 

 

 

 

 

 

 

Reduzir, reutilizar, reciclar

Uma pessoa produz 1,5 kg de lixo por dia. Para baixar esse índice, reduza, reutilize e recicle.

Embalagens, copinhos de café, sacolas plásticas e restos de alimento são apenas parte dos rastros que deixamos para trás todos os dias. O peso, para o qual ainda estamos longe de encontrar a solução definitiva, recai sobre o planeta: cada pessoa produz em média 1,5 kg de resíduos por dia. Essa engrenagem é,parcialmente, movida pelo desejo. Compramos, consumimos e descartamos em ritmo frenético.

A dica, portanto, é dar preferência a produtos de vida longa, um dos princípios do ecodesign. A prática dos três Rs – reduzir a quantidade de resíduos, reutilizar materiais e reciclar por meio da coleta seletiva – é a melhor maneira de diminuir o impactodo seu lixo na natureza.

E OS ORGÂNICOS?
Restos de comida, folhas e podas de jardim. Nas cidades, o lixo orgânico representa até 60% do total de resíduos. Esse número reflete um desperdício: no Brasil, um terço dos alimentos vai para o lixo. Planejar as compras e aproveitar sobras em sopas, bolinhos e geleias são bons caminhos para combatê-lo.

Trituradores de lixo não são recomendados, pois obstruem a rede de esgotos, aumentam a carga orgânica e contribuem para a poluição da água nas cidades onde o esgoto não é tratado. Sem falar no aumento no consumo de energia. Prefira a compostagem (transformação do lixo orgânico em adubo), que pode ser adotada até em apartamentos.

 

Plástico, papel, metal e vidro entram na lista dos recicláveis. Em casa não é preciso colocar cada grupo em um cesto, basta separá-los do lixo orgânico. Remova restos de comida, procure compactar as embalagens e evite quebrar os vidros.

 

 

 

 

Matéria do site Planeta Sustentável (www.planetasustentavel.abril.com.br)